sábado, 7 de maio de 2016

A ADORAÇÃO A JESUS NO NOVO TESTAMENTO

A ADORAÇÃO A JESUS
NO NOVO TESTAMENTO



PRIMEIRA PERGUNTA:
(...) Meu precioso, então se Jesus não é Deus, por que não repreendeu Tomé? E em Mt 2:2 os magos foram adorá-Lo. Em Mt 8 o leproso O adorou; Mt 18 também o homem O adorou. Mt 14:33 os apóstolos O adoraram; em Mt 15:25 a mulher cananéia O adorou. Em Lucas 24:52, João 9:38, Hebreus 1:6, o senhor conhece irmão. Eles estavam adorando o Grande Deus Poderoso Senhor Jesus Cristo que estava naquele corpo chamado Jesus? Me ajude irmão. Estou com essas interrogações, por favor, me ajude, desde quando me batizei tenho essas interrogações.

SEGUNDA PERGUNTA:
Hno tengo una pregunta y si no toma a mal me agradaría hayar respuesta. Si no es molestia. En Mateo 28, los aún discipulos, se postraron ante el Señor Jesús resucitado. Es indigno que un judio se póstre o incline ante alguien para adorar. ¿Que enseña el hno Branham sobre eso y hno Brian Kocourek e hno Lee Vayle? Gracias hno. Shalom.

RESPOSTA:
Muitos quando leem nas Escrituras que o Filho de Deus estava sendo adorado, seja pelos apóstolos ou por qualquer outro, interpretam como um reconhecimento por parte daquelas pessoas de que Jesus fosse Deus. Essa interpretação sobre a adoração teve início com a igreja católica que formulou uma doutrina de três pessoas da Divindade e que depois mais tarde foi mantida pelas demais igrejas protestantes, não somente pelas trinitárias, mas até mesmo pelos da unicidade. Não devemos nos esquecer também de que a maioria dos tradutores da Bíblia são trinitários, e eles irão traduzi-la conforme as suas próprias interpretações, levando em consideração suas concepções teológicas.

Esse tema poderia ser abordado de diversas maneiras e de forma bem ampla, mas vamos nos limitar apenas em analisar algumas Escrituras que foram mencionadas. Se analisarmos cada ocorrência dos Evangelhos que mencione pessoas adorando a Jesus, veremos que em nenhuma daquelas situações isso havia sido feito para reconhecer Jesus como sendo uma Divindade. Começamos primeiramente por analisar a adoração dos magos.
Mateus 2:1-2,11
E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está Aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no oriente, e viemos a adorá-Lo... E, entrando na casa, acharam o menino com Maria Sua mãe e, prostrando-se, O adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.

Bem, para começar você não pode fazer esses magos terem mais revelação que os apóstolos, porque nem mesmo os Seus discípulos adoraram a Jesus como sendo Deus. Da mesma forma, o fato de os magos terem homenageado a Jesus, não significa que eles possuíam alguma revelação de que Ele fosse a Pessoa da Deidade encarnada. Precisamos entender uma coisa: os magos não tinham o Espírito Santo. O que eles fizeram foi uma prática de um costume oriental de reverência muito comum no seu tempo, conforme será explicado.

O irmão Branham irá nos mostrar que os magos buscaram a Jesus porque eles reconheceram pelas Escrituras de que aquele menino seria o futuro Rei de Israel, e naquela época eles homenageavam os reis adorando-lhes. Conforme o irmão Branham nos explica em seus sermões, essa foi a verdadeira razão pela qual eles O reverenciaram. Os magos estavam adorando a Jesus como o Rei dos judeus, não como Deus. Os próprios presentes que eles trouxeram comprovavam isso:

A Grande Luz Resplandecente (22/12/1957) §§ 83-84
O que o ouro representava? Ele era um Rei. Ele não tinha de ser feito um Rei; Ele nasceu Rei. Ele era o Rei eterno de Deus. (Então os magos não estavam adorando a Jesus como o Deus eterno, mas como o Rei eterno de Deus) Ele era um Rei, assim eles ofereceram ouro. E eles ofereceram incenso. Isso é perfume, muito caro, o melhor que podia ser conseguido. O que o incenso significava, o perfume? Ele era o aroma de bom cheiro para Deus, pois Ele ocupou-Se curando os enfermos e fazendo o bem. Ouro, porque Ele era um Rei. Incenso, porque Ele era o aroma de bom cheiro para Deus. Sua vida O agradou tanto, que Deus respirou em Sua santidade e beleza, pois era Sua própria santidade refletida Nele.

Os magos reconheceram que o menino Jesus estava refletindo a santidade de Deus como o Seu Rei que fora enviado para reinar. Era a tudo isso que eles estavam reverenciando em sua adoração. Nos anos seguintes o irmão Branham acrescentará a informação – porém sem alterar o que ele já havia dito nos anos anteriores – de que o ouro que os magos ofertaram foi uma inspiração dada a eles por Deus para a identificação do que aquele menino futuramente seria, a saber, a “Divindade em serviço a Deus para morte”. Mas nada disso lhes fez reconhecer de que aquela criança fosse o Deus de Israel encarnado. Para eles o deus dos magos continuava sendo o mesmo deus do fogo o qual eles veneravam em seus templos alimentando-o com suas chamas sagradas, conforme o irmão Branham havia apontado após suas pesquisas.

O irmão Branham também irá nos dizer em seus sermões de que embora aqueles homens possuíssem algum tipo de fé por não serem incrédulos, eles ainda assim eram gentios com diversas práticas e costumes pagãos, e que, portanto, não estavam na linha reta da verdade. Nesta mesma ocasião em que o irmão Branham pregou o sermão acima mencionado, ele ressaltou que precisou fazer uma vasta pesquisa sobre quem eram esses magos e sobre como eles atuavam, baseando-se nos registros do historiador Hamptom.

Por conseguinte, seguindo esse mesmo exemplo do irmão Branham, pensamos ser apropriado para esse tema, transcrevermos igualmente aqui as palavras de John Davis publicadas no seu “Dicionário da Bíblia”, onde ele nos dará maiores detalhes acerca desses magos e de seus costumes pagãos. Davis diz o seguinte:

Magos: (em grego Magoi, plural de magos; na inscrição Behistum lê-se Magushu) – casta religiosa a que pertenciam, como indica o seu nome, os sábios que vieram do oriente para adorar o infante Jesus. Ao que tudo indica, eles eram conhecedores de astrologia, Mt 2:1-12. Os magos eram uma classe numerosa o bastante para formar uma das seis tribos da Média, Heród. 1:101. Quando os persas conquistaram a Média, os magos conservaram sua influência no novo império. Tentaram uma vez apoderar-se do governo, com o sacrifício inútil de muitas vidas, o que os dizimou. Apesar disso, o seu poder reviveu, 3:79. Adoravam os quatro elementos: o fogo, o ar, a terra e a água, especialmente o fogo. Os únicos templos que eles tinham eram dedicados ao fogo, construído em geral sobre as casas, nas quais conservavam o sagrado elemento sempre ardendo dia e noite. Quanto ao destino que davam aos cadáveres era uma questão que envolvia muita perplexidade da parte deles. Os corpos não deviam ser queimados, nem enterrados, nem lançados às águas, nem expostos ao ar até se consumirem. Para não profanarem nenhum dos elementos sagrados, ficavam expostos para serem devorados pelos abutres ou pelas feras, Heród. 1:140. A fim de tornarem este processo menos desumano, construíram umas torres que denominavam torres do silêncio, guarnecidas de varões transversais na parte superior, onde pousavam os corvos e os abutres, a fim de exercerem sua melancólica missão. Os magos usavam vestimentas sacerdotais, consistindo em uma única túnica branca, chapéu alto de feltro, com abas para cobrir os lados do rosto. Pretendiam ser mediadores entre Deus e os homens, intervindo em todos os sacrifícios, Heród. 1:132; 7:43. Interpretavam os sonhos e os agouros e diziam possuir o dom de profecia, 1:107, 120; 7:19, 37, 113. Tinham muito cuidado em eliminar todo animal que consideravam pertencer a uma criação ruim, 1:140. Os estrangeiros davam menos importância às doutrinas religiosas e às funções sacerdotais dos magos, do que aos seus encantamentos. No decorrer do tempo, os gregos davam o epíteto de mago a todos os feiticeiros que empregavam os métodos e os processos do oriente. No tempo do Novo Testamento, chamavam de “magos” a todo o tipo de curandeiro que praticava a adivinhação, e mágicas. O judeu Barjesus era mago, At 13:6, assim como Simão, que exercia a mágica enganando o povo samaritano 8:9.

Vemos portanto que esses homens eram adivinhos, videntes e interpretadores de sonhos; uma classe gnóstica de sacerdotes medo-persas com tradições muito antigas. Porém mesmo assim, Deus guiou alguns desses homens até o Seu Filho para reverenciá-Lo, tendo em vista que naqueles dias os sacerdotes do templo, e os escribas, fariseus, saduceus, etc., que se assentavam na cadeira de Moisés guardando a Lei e os profetas, não estavam tendo nenhum discernimento sobre o tempo em que estavam vivendo. Aqueles homens estavam substituindo a Palavra de Deus por suas próprias tradições. Tamanha era, portanto, a cegueira da classe religiosa de Israel, que foi necessário então enviar adivinhos e sacerdotes pagãos para prestar as homenagens que nenhum sacerdote judeu estava espiritualmente capacitado para fazer.

Vemos que algo parecido aconteceu com o próprio irmão Branham quando certa vez foi interceptado por uma mulher adivinha que lhe contou que ele havia nascido com um sinal que sempre lhe seguia, e que o seu nascimento era na verdade um presente que Deus estava concedendo aos homens da terra, assim como foi com o nascimento do Seu Filho Jesus. Embora ela também não possuísse o Espírito Santo – exatamente como aqueles magos – essa mulher conseguiu ver coisas que a classe teológica daqueles dias sequer fazia ideia, pois como sabemos, o ministério de William Branham também era um cumprimento das Escrituras, mas os mestres e teólogos o ignoravam completamente.

Naqueles dias também era comum entre alguns a prática pagã de se adorar os seus reis como se fossem uma divindade. Portanto se esse fosse realmente o caso, Jesus não teria sido exatamente o primeiro e nem o último que aqueles homens teriam adorado com essa finalidade, embora particularmente eu não acredite que os magos O adorassem com essa intenção.

A palavra “adoração” que aparece nos evangelhos na maioria das vezes vem do grego “proskuneo”, e ela envolve a vários tipos de adoração. Essa palavra possui o sentido de prestar reverência, homenagem, demonstrar reconhecimento. Significa também literalmente “agachar”, “encolher-se”, por causa da palavra raiz “pros” que significa projetar-se para frente. Também tem o sentido de beijar, lembrando a figura de um cão, “kuón”, que lambe a mão do seu dono reconhecendo-o como o seu senhor.

Na Concordância de Strong vemos a seguinte explicação para essa palavra:
De 4314 e um provável derivado de 2965 (significando beijar, como um cachorro que lambe a mão de seu mestre); 1) beijar a mão de alguém, em sinal de reverência; 2) entre os orientais, especialmente persas, cair de joelhos e tocar o chão com a testa como uma expressão de profunda reverência; (Foi exatamente isso que aqueles magos do oriente fizeram) 3) no NT, pelo ajoelhar-se ou prostrar-se, prestar homenagem ou reverência a alguém, seja, para expressar respeito ou para suplicar; 3a) usado para reverência a pessoas e seres de posição superior; 3a1) aos sumo sacerdotes judeus; (Veja que os sacerdotes judeus também recebiam adoração) 3a2) a Deus; 3a3) a Cristo; 3a4) a seres celestes; 3a5) a demônios.

Portanto essa palavra tem o sentido de se agachar e de beijar, seja as mãos ou os pés. Embora as Escrituras não mencionem, seguramente os mesmos magos que prestaram suas homenagens ao menino Jesus, tiveram que prestar as mesmas reverências quando o Rei Herodes os chamou em privado, visto que eles não eram homens de autoridade e estavam ali como estrangeiros, com a diferença de que para esse não lhes trouxeram nenhum presente. Herodes falsamente lhes disse que quando encontrassem a criança que lhe avisassem, pois ele também desejava adorá-Lo, ou seja, prestar suas homenagens reverenciando e beijando o menino, porém não com a pretensão de reconhecê-Lo como o Deus de Israel – e tampouco também teria sido essa a pretensão dos magos pagãos – mas como um futuro Rei.

Na tradução da Bíblia de Jerusalém a palavra “proskuneo” foi traduzida mais corretamente por “homenagem”:

Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos a Sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-Lo”... Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: “Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que também eu vá homenageá-Lo”. ...Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, Sua mãe, e, prostrando-se, O homenagearam.

De alguma maneira aqueles magos, que também eram videntes e profetas, tiveram acesso no oriente às profecias que falavam da futura vinda do Messias, e desejosos em ver o dia em que isso se cumprisse, ficaram atentos a qualquer sinal indicativo de que isso estava prestes a acontecer. Desta maneira, Deus honrou a fé daqueles homens, pois Ele não faz acepção de pessoas.

Ao citar alguns possíveis motivos que poderiam ter determinado Deus a guiar aqueles magos gentios até Belém, o irmão Branham disse o seguinte:

A Grande Luz Resplandecente (22/12/1957) §§ 46-50
Eles viram uma Luz que nunca tinham visto antes. Era uma Estrela majestosa que não tinha, até este tempo, pertencido, ou não entrara à vista dos olhos dos magos. Mas lá estava. Por quê? As Escrituras devem ser cumpridas. Você diz, então: “Irmão Branham, acha que Deus trataria com aqueles magos?” A Bíblia disse em Hebreus capítulo 1 e versículo 1 que: “Deus antigamente, de muitas maneiras,” todos os tipos de maneiras, “havendo falado aos pais.” Também está escrito em Atos 10:35 que: “Deus não faz acepção de pessoas, mas honra aqueles, em cada nação, que desejam servi-Lo em justiça.” Embora você esteja errado, mesmo assim, na justiça do-do desígnio do seu coração que você deseja servir a Deus, Deus honrará isso. Por conseguinte, as denominações não têm limites que possam estabelecer, que detenham a Deus em algum determinado credo, porque Deus irá considerar os motivos do coração humano, e aí Ele operará a partir desse ponto. E verificamos que estes magos, honestos em seu coração e desejando ver aquele único Deus verdadeiro, e esperando Sua profecia ser cumprida, que dizia que: “O Senhor O levantará e fará um... Seu reino não terá fim. Será um reino eterno.”

O irmão Branham está nos dizendo que os magos estavam tentando ver a Deus, e eles viram Deus ao contemplar o Seu Filho, porque o nascimento de Jesus era o cumprimento de uma Escritura que eles estavam examinando. Embora aquele bebê não fosse Deus, ao ver uma profecia cumprida, os magos estavam vendo o próprio Deus ao contemplar a Sua própria Palavra agora cumprida e interpretada. Deus está em Sua Palavra, e Ele próprio era a Palavra que agora estava ali naquele Logos que saiu Dele e que Se fez carne, de modo que depois os magos O homenageassem.

Essa mesma palavra grega “proskuneo” também aparece em Mateus 14:33:

“E os que estavam no barco O adoraram, (Aqui é o mesmo “proskuneo” de Mateus 2:11) dizendo: ‘Verdadeiramente ÉS FILHO DE DEUS’.”

Veja que os discípulos NÃO adoraram Jesus porque pensavam que Ele fosse o próprio Deus por ter acalmado a tempestade, mas porque criam que Jesus era de uma autoridade superior por ser o Seu Filho. Os discípulos nunca adoraram a Jesus porque pensavam que ele fosse Deus. Isso é muito diferente do que os trinitários e unicistas pensam, porque tal pensamento nunca foi uma fé e confissão apostólica. Embora eles não tivessem ainda a plena revelação da Divindade, é certo que eles estavam diante de Deus e O adoraram ali em Seu Filho, uma vez que no Jordão, como nos explicou o irmão Branham, Deus passou a habitar corporalmente em plenitude em Jesus Cristo.

Essa palavra “proskuneo” também aparece na parábola contada por Jesus sobre o credor incompassivo, quando o Rei resolve ajustar as contas com os seus servos. Essa parábola irá mostrar que o gesto que o credor compassivo fez perante o seu rei foi o mesmo que os magos fizeram para com o menino Jesus. Em Mateus 18:26, na tradução da King James diz:

“O servo, então, com toda a reverência, prostrou-se (no texto grego está a mesma palavra “proskuneo” para “adoração” que tem o sentido de súplica, homenagem e de respeito a alguém superior.), diante do rei e implorou: ‘Sê paciente comigo e tudo te pagarei’.”

Embora seja uma parábola, Jesus não está inventando nada novo aqui. Era um costume oriental se ajoelhar e adorar os reis beijando suas mãos ou os seus pés em sinal de reverência, e esse servo está aqui fazendo tudo isso. Será que Jesus estaria sugerindo que esse servo estava adorando o seu senhor e rei como se ele fosse o Altíssimo Deus de Israel? É claro que não. Porém veja que nessa parábola esse servo não está fazendo ao seu rei nada diferente do que os magos fizeram ao futuro rei de Israel, porque a palavra usada aqui foi absolutamente a mesma e com o mesmo sentido.

Em Apocalipse o Senhor Jesus disse que os crentes de Filadélfia seriam adorados.

Apocalipse 3:9
Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.

Estaria Jesus insinuando que esses crentes seriam adorados como divindades? Esse é apenas mais um exemplo de que a tradução incorreta feita pelos tradutores trinitários de “proskuneo” por “adoração”, cuja palavra denota um culto religioso, foge do seu verdadeiro sentido quando contrastado com o seu contexto.

No evangelho de Marcos também foi registrado que os soldados romanos adoraram a Jesus:
Marcos 15:19
E feriram-No na cabeça com uma cana, e cuspiram Nele e, postos de joelhos, O adoraram.

É certo que eles o fizeram para escarnecer Dele, porém não o fizeram para reconhecê-Lo como um Deus, mas sim como um rei, neste caso segundo o entendimento deles, um rei vencido de uma nação conquistada.

Outra situação onde novamente encontramos a palavra “proskuneo” está em Mateus 28:9:

“E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se abraçaram-Lhe os pés e O adoraram”.

Elas se agacharam e beijaram os Seus pés em sinal de reverência porque assim como antes, elas haviam reconhecido juntamente com os apóstolos de que Jesus era o Filho do Deus altíssimo, porém agora ressuscitado.

Depois em Mateus 28:16-17 vemos que os discípulos fizeram a mesma coisa que haviam feito em Mateus 14:33:

E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado. E, quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram.

Aqui os discípulos adoraram Jesus da mesma forma e com a mesma intenção com que haviam feito anteriormente como em Mateus 14:33, porque reconheciam que Ele era de fato o Filho de Deus agora ressuscitado. Porém aqui Jesus está em uma condição diferente daquela de Mateus 14, pois lá Deus estava habitando corporalmente em plenitude em Seu Filho, porém após a Sua ressurreição Deus NÃO estava mais habitando em Seu corpo; Jesus Cristo apenas está ali em Seu corpo glorificado. Deus só voltará a habitar em plenitude no corpo do Seu Filho quando Ele voltar na Sua segunda vinda. Mas mesmo assim, os apóstolos estavam diante de Alguém que foi e sempre continuará sendo a imagem visível do Deus invisível. E da mesma maneira como os magos, os apóstolos também puderam de alguma forma estar ali mais uma vez adorando ao único Deus verdadeiro ao contemplar a Sua Palavra cumprida, porque as profecias diziam que o corpo do Messias não sofreria corrupção, e eles estavam vendo a Deus, ou seja, Sua Palavra sendo cumprida e interpretada diante de seus olhos.

Jesus também disse em certa ocasião que Ele adorava ao Pai, o Seu Deus.

João 4:22:
Nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.


Jesus aqui está Se incluindo junto com os demais israelitas que adoravam ao único Deus verdadeiro. Jesus não adorava a Si mesmo, Ele adorava a Deus. E como vemos em Atos 4:24-30, mesmo depois da ascensão de Jesus, os discípulos e toda a igreja continuaram a fazer as suas orações e a dirigir a sua adoração somente para Deus, mas sempre fazendo tudo em nome de Seu Filho, conforme o próprio Senhor Jesus lhes ensinara.

Vejamos agora um outro texto de Marcos 5:6-7. Lá diz que um endemoniado também adorou o Filho de Deus:

“Quando, de longe, viu Jesus, correu e O adorou (Do grego “proskuneo”. Estaria o demônio Lhe adorando como Deus? Vamos ver...) exclamando com alta voz: Que tenho eu Contigo, Jesus, FILHO DO DEUS ALTÍSSIMO? (O demônio não estava adorando a Jesus como o Deus Altíssimo, mas como o Filho do Deus Altíssimo, exatamente como os apóstolos também fizeram...) Conjuro-Te por Deus que não me atormentes”.


“Conjuro-Te por Deus”. O demônio sabia que Jesus não era Deus, pois se referiu a Ele como sendo um outro Ser distinto do Filho. É terrivelmente perturbador e desconcertante verificar que os demônios compreendem muito melhor a Divindade do que os trinitários e unicistas. A razão disso é que desde o princípio da criação esses demônios que outrora poderiam ter sido anjos que depois acabaram se rebelando, viram o Filho em Sua glória junto ao Seu Pai. Isso para eles é uma verdade tão irrefragável que nem sequer ousariam contestar. Eles sempre fizeram confissões públicas não de que Jesus fosse Deus, mas de que Ele era o Seu Filho. Assim nos ensinou o irmão Branham:

Inspiração (28/01/1956) § 73
Vê como o diabo apanha as pessoas hoje? Elas pensam: “Bem, eu vou à igreja. Certamente que eu creio em Deus. Eu creio que Jesus é o Filho de Deus.” Cada demônio no inferno crê da mesma maneira. Eles confessaram isto publicamente, diante de milhares, confessaram ser Ele o Filho de Deus. Eles não foram salvos. Conversão é uma experiência, nascido de novo. Observe quão glorioso, que coisa maravilhosa.

Mas assim como os demônios, Deus disse que o Seu Filho também receberia adoração por parte dos Seus anjos, porém tampouco como Deus.

Hebreus 1:6
E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus O adorem.

Essa adoração que os anjos deveriam prestar seria para o Filho, o Cordeiro de Deus, porém não para reconhecê-Lo como Deus. O irmão Lee Vayle explicava a adoração ao Cordeiro da seguinte maneira:

O Deus Conhecido 2 (5/05/2001) § 45 – Lee Vayle
 “Você sabe que Ele recebe adoração, porém não como Deus. Como eu disse antes, Ele recebe adoração – não por Quem Ele é – mas pelo o que Ele fez. E Ele nunca teria feito o que Ele fez exceto por Quem Ele era”.

Como veremos a seguir, o livro de Apocalipse mostra uma clara distinção na adoração a Deus e ao Seu Filho, o Cordeiro de Deus. Quando os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos adoraram Aquele que estava sentado no trono e que era o Pai de Jesus Cristo, eles O chamaram de “o Senhor Deus, o Todo-Poderoso”, porque isso é o que Ele é, porém como veremos, eles nunca fizeram essa mesma declaração para o Cordeiro. Apocalipse 4:8-11:

Os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, É O SENHOR DEUS, O TODO-PODEROSO, que era, e que é, e que há de vir. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre, os vinte e quatro anciãos PROSTRAVAM-SE (do grego “pipto”) diante do que estava assentado sobre o trono, e ADORAVAM (“proskuneo”) o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, SENHOR E DEUS NOSSO, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.


Vemos claramente que aqueles que se prostraram diante do trono identificaram ao que estava sentado nele como sendo o próprio Deus. Porém quando o Cordeiro aparece logo após a esse evento a fim de tomar o livro das mãos de Seu Pai e abrir os selos, embora aqueles mesmos tenham também se prostrado diante do Cordeiro, NENHUM DELES Lhe chamou, identificou e nem muito menos O adorou como Deus:

Apocalipse 5:6-11
Olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. (Tomou o livro das mãos de Deus) E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro...

A palavra usada aqui no grego não foi “proskuneo”, mas “pipto”, que não possui o mesmo sentido de “adoração”, embora na concordância de Strong, entre vários sentidos para essa outra palavra, que significa literalmente “cair prostrado”, ele menciona que essa interpretação poderia ser uma delas:

2a5) usado de suplicantes e pessoas rendendo homenagens ou adoração a alguém.

Então o Cordeiro também estava de certa forma sendo adorado, no sentido de receber reverências e homenagens, porém não como Deus, pois em nenhum momento Ele é invocado ou reconhecido como tal.

...Tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o Teu Sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

Aqui diz que o Cordeiro foi reverenciado não pelo o que Ele era, mas sim pelo o que Ele havia feito, que foi ter morrido a fim de comprar almas para Deus com o Seu Sangue. E como será visto mais uma vez a seguir, esse também é o motivo de reverência prestada a Ele pelos anjos. Essa Escritura confirma o que foi afirmado pelo irmão Lee Vayle de que o Filho é adorado pelo o que Ele fez.

E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, (Eles estão falando de dois, ou seja, de Deus e do Seu Filho) sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre.

“Adoraram ao que vive para todo o sempre”. Essa é a mesma palavra que aparece em Apocalipse 4:9 quando diz que eles adoraram ao que estava sentado no trono, Deus, e era a este somente que eles estavam aqui outra vez adorando. Veja que enquanto os anjos e demais seres celestiais reverenciam ao Cordeiro por causa de Seu sacrifício na cruz que resgatou vidas para Deus, os demônios não podem fazer o mesmo, adorando a Jesus pelo o que Ele fez, mas somente pelo o que Ele é: o Filho do Deus altíssimo.

Entretanto, nós podemos adorar ao Filho e prestar nossa reverência a Ele pelos dois motivos, pois é graças ao Filho de Deus que temos acesso ao Pai, uma vez que ninguém vem ao Pai senão pelo Filho. Todavia não existem dois deuses ou dois senhores a serem adorados. Ao adorarmos a Deus estamos também ao mesmo tempo adorando ou reverenciando ao Seu Filho que Ele enviou, porque Jesus disse: “Eu estou no Pai”, e é impossível adorar o Filho sem estar adorando a Deus porque como disse o irmão Branham, Jesus é uma parte de Deus, uma vez que é através do Seu Filho que Deus Se torna revelado e conhecido a nós. Porém o Filho não é adorado da mesma maneira como adoramos a Deus no sentido de prestação de culto, pois foi Jesus mesmo que disse que Deus é o único a Quem devemos servir e adorar.

Mateus 4:10
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.

Porém nós honramos ao Filho por tudo que Ele é e fez. E ao honrarmos o Filho, estaremos honrando ao próprio Deus e Pai que O enviou até nós.

João 5:23
Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que O enviou.

Ele na verdade é o único lugar provido por Deus para adoração, pois Deus Lhe deu um nome que é sobre todo o nome ao qual todo o joelho deve se dobrar. Portanto a adoração e reverência que vemos sendo prestadas a Deus e ao Seu Cordeiro pelos anciãos, pelos milhões de anjos e por todas as demais criaturas que se encontravam no céu, na terra e debaixo da terra em Apocalipse 5:6-11, é a confirmação da promessa daquilo que Deus pretendia fazer com o Seu Filho, conforme nos revelou o apóstolo Paulo:

Filipenses 2:9-11
Por isso, também Deus O exaltou soberanamente, e Lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.


Texto editado das notas para o sermão “Perguntas e Respostas” (8/03/2015) pregado em Francisco Morato-SP.





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