sábado, 7 de maio de 2016

Jesus Cristo e o Arcanjo Miguel

Jesus Cristo e o Arcanjo Miguel
 

O irmão Branham disse em algumas ocasiões que Jesus Cristo era o Arcanjo Miguel; porém como sabemos, algumas correntes cristãs como os adventistas e as Testemunhas de Jeová também apregoam o mesmo pensamento. Por conta disso, surge a seguinte questão: será que o irmão Branham cria da mesma maneira que esses ensinam? Para descobrirmos isso, precisamos saber exatamente o que cada um deles creem e professam, e confrontarmos tudo isso com o que o irmão Branham pensava.

Entretanto, podemos adiantar desde o início de que embora o irmão Branham mencione que Cristo fosse Miguel, ele não o fazia da mesma maneira como os demais grupos cristãos aqui citados. Ao longo desse estudo, nós veremos que ainda que o irmão Branham dissesse que Jesus era Miguel, por outro lado nós também o veremos dizer que Ele não podia ser, da mesma forma como o vemos dizer algumas vezes que Jesus é Deus e ao mesmo tempo não é Deus.

O arcanjo Miguel é mencionado pelo menos 5 vezes na Bíblia. “Miguel” quer dizer “Quem é como Deus?” ou “Quem é semelhante a Deus?

Além da Bíblia, Miguel também é mencionado em vários livros apócrifos. No livro de Enoque Miguel é designado como o príncipe de Israel. No livro dos Jubileus, ele é retratado como o anjo que instruiu Moisés na Torá. Nos Manuscritos do Mar Morto Miguel é retratado lutando contra Beliel. No livro Apocalipse de Moisés é dito que o arcanjo Miguel enterrou o corpo de Moisés no paraíso até o dia de sua ressurreição. Porém isso cria uma contradição com as Escrituras canônicas que dizem que o corpo de Moisés foi enterrado no vale da terra de Moabe, defronte de Bete-Peor. (Dt 34:6)

Calvino cria que Jesus poderia ser Miguel, (embora os calvinistas não creem nisso e fazem questão de não se lembrar que Calvino o disse) pois em seus dias havia alguns que defendiam essa interpretação. Portanto essa não seria uma opinião recente crida pelos adventistas e Testemunhas de Jeová. Calvino disse: “Alguns acreditam que a palavra Miguel representa Cristo, e eu não me oponho a esta ideia […] eu incluo o sentido que eles relacionaram este à pessoa de Cristo”. (CALVINO, João. Um comentário sobre Daniel. Edimburgo, reimpressão de 1995, vol. II, p. 253 – 369).

O eminente clérigo britânico Matthew Henry (1662-1714) também tinha a mesma interpretação. Ele disse: “Miguel significa, “Quem é como Deus”, e seu nome, com o título de “o Grande Príncipe”, recorda o Divino Salvador. Cristo era para os filhos de nosso povo como um sacrifício, um substituto para suportar a maldição, para suportar o pecado deles. Ele os defende pleiteando para eles no trono da graça”. Jesus é claramente aquele que sempre está em nosso lugar e para a nossa defesa.

O Que os Grupos Ensinam Sobre Cristo Ser Miguel

As Testemunhas de Jeová dizem que Cristo é idêntico a Miguel, e outros como os adventistas dizem que ambos são de fato o mesmo. Para Ellen Gold White e os demais adventistas, Miguel não era um anjo, mas apenas uma teofania de Deus, como Melquisedeque. Aliás, nos manuscritos do Mar Morto, os essênios e outras seitas gnósticas faziam essa comparação, afirmando que Miguel seria a figura celestial de Melquisedeque, porém todas essas interpretações são extremas e radicais.

Aqui estão alguns dos principais argumentos dos que defendem que Cristo é o próprio Miguel:

Miguel é apenas outro nome de Jesus.

Miguel é o único arcanjo na Bíblia e em 1 Tessalonicenses 4:16 diz: “O próprio Senhor descerá do céu com um alarido, com voz de arcanjo”. Então se esse Senhor é Cristo e Ele possui uma voz de arcanjo, Ele e Miguel teriam que ser o mesmo; então antes mesmo de Sua encarnação, Jesus deveria de ser um anjo.

A Bíblia mostra que o arcanjo Miguel possui anjos que batalham para ele, assim como Jesus, então isso converteria a ambos em o mesmo Ser.

O livro de Daniel também é o grande responsável por fazer muitos crerem que Cristo e Miguel fossem absolutamente o mesmo, porque neste livro ambos são chamados de “príncipe”. Em Daniel 12:1 Miguel é chamado de príncipe, e em Daniel 10:13 Miguel é chamado de “um dos primeiros príncipes”, (ou seja, um príncipe angélico entre outros) e em Daniel 10:21 Miguel é chamado de “vosso príncipe”, assim como o ungido de Daniel 9:25, e em Daniel Jesus é chamado de “Príncipe dos Exércitos” e também de “Príncipes dos príncipes” e também em Apocalipse 1:5 Jesus é chamado de “o Príncipe dos reis da terra”, levando alguns a concluir, segundo essas descrições, de que os dois são o mesmo ser e o mesmo príncipe ungido.

Ainda no livro de Daniel existem 4 seções proféticas ou um sincronismo do bloco profético de Daniel referentes a eventos que transcorrerão no reinado de Cristo, sendo que a última delas fala de Miguel:

Capítulo 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua;
Capítulo 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai);
Capítulo 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes;
Capítulos 10-12:  Miguel aparece como o libertador.

Portanto no entendimento de alguns, não fazer desse Miguel, o libertador, o próprio Cristo, quebraria essa sequência e o paralelismo estrutural e profético existente no livro de Daniel.

Outro argumento também utilizado é de que a expressão “Anjo do Senhor” que aparece nas Escrituras, é algumas vezes identificado como sendo o próprio Senhor, e na epístola de Judas é dito que ao disputar com Satanás o corpo de Moisés, Miguel teria falado: “O Senhor te repreenda”, que foram as mesmas palavras ditas pelo Anjo do Senhor em Zacarias 3:2, o que tornaria os dois, Miguel e o Anjo do Senhor, ou até mesmo o próprio Deus o mesmo ser.

Algumas Objeções

Como pudemos ver, estas Escrituras onde alguns procuram fazer uma analogia do principado de Miguel com o de Jesus, são usadas para justificar a crença de que Miguel fosse o próprio Jesus por suas características messiânicas. O problema é que enquanto Miguel é chamado de príncipe por ser o principal anjo guardião de Israel, Jesus, ainda que também seja chamado de “príncipe”, é na realidade o Rei de Israel. Até mesmo o próprio Lúcifer também é um príncipe, assim como o arcanjo Miguel.

João 14:30
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim.

E um dos problemas que nós encontramos acerca desses intérpretes para as 4 sessões proféticas do livro de Daniel, é de que eles sempre ignoram a menção do Homem vestido de linho que aparece em Daniel 10:5, ao mesmo tempo em que o arcanjo Miguel também é mencionado nesse mesmo capítulo.

E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; e o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão.

Isso que foi retratado aqui trata-se de uma Cristofania, ou seja, de uma representação ou alusão clara acerca da teofania do Filho de Deus, da mesma forma como aparece em Apocalipse 1:13-16. Por conseguinte, se este homem de linho é Jesus em uma teofania, Ele não poderia ser ao mesmo tempo Miguel, pois não haveria razão de a mesma pessoa ser mencionada de duas formas diferentes no mesmo capítulo; mas se você tem aí duas descrições distintas, é porque um é um anjo e o outro é o Filho de Deus. E junto com a menção de Miguel no capítulo 12, outra vez ao mesmo tempo aparece a descrição do homem vestido de linho sobre as águas do rio.

Uma outra dificuldade para aceitar essa interpretação que faz de Jesus um anjo preencarnado, é quando analisamos as próprias Escrituras que mostram uma diferença entre Jesus e os anjos.

Hebreus 1:13:
Mas a qual dos anjos Ele alguma vez disse: “Senta-te à Minha direita até que Eu ponha os Teus inimigos como escabelo de Teus pés”?

A nenhum dos anjos Deus disse isso. Então Jesus não poderia ser um anjo preencarnado ou mesmo Miguel, porque este é um anjo, e era assim que o irmão Branham ensinava. Em outra Escritura vemos algo mais que estabelece uma clara distinção entre Jesus e os anjos.

Hebreus 1:5-8
Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és Meu Filho, Eu hoje Te gerei? E outra vez: Eu Lhe serei Pai, e Ele Me será Filho? (Ou seja, você não encontrará na Bíblia nenhum anjo chamando Deus de “seu Pai”.) E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus O adorem. (Os anjos não adoram a si mesmos e tampouco Miguel pode ser adorado por outros anjos, mas Miguel e os demais podem adorar ou prestar homenagens ao Filho de Deus) Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a Seus anjos faz ventos, e a Seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do Seu reino.

Então não poderá ser Miguel que irá reinar no Milênio, mas Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Ainda em Hebreus 1:4 lemos que Jesus foi feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.

Essas Escrituras nos mostram claramente que Jesus não é e nunca foi um anjo porque Ele possui uma natureza totalmente diferente daqueles seres celestiais. Para resolver esse dilema escriturístico, os crentes da igreja adventista preferiram então interpretar que na verdade Miguel não seria de fato um anjo. Miguel é um arcanjo, o que segundo eles, não seria de fato um anjo devido à terminologia, visto que a palavra “arcanjo” significa “Acima dos Anjos” ou ainda “Líder dos Mensageiros”, “Chefe dos Mensageiros”; “Capitão dos Anjos”; “Superior aos Anjos”;  e no entendimento de alguns, era exatamente isso que Jesus seria, não um anjo, mas o príncipe dos anjos celestiais.

O outro problema que nós encontramos é quando em Judas 9 é relatado que Miguel não ousou pronunciar juízo de maldição contra o diabo quando este disputava com ele o corpo de Moisés. Sabemos que Jesus repreendeu a Satanás quando foi tentado no deserto. Se Miguel não ousou expressar qualquer palavra de repreensão contra o diabo, isso mostra que ele é um ser com autoridade muito inferior à do Filho de Deus. Miguel não ousou repreender a Satanás, mas Jesus o fez em Mateus 4:10 “Retira-te, Satanás, porque está escrito: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto”.

Veja que mesmo Jesus estando em uma forma inferior a dos anjos, que era a Sua forma humana, Ele repreendeu a Satanás. Como seria possível que Jesus na Sua possível forma original como Miguel perdesse agora a autoridade para fazer a Satanás o mesmo que Ele fez quando esteve em carne humana, que era uma condição até mesmo inferior? E se Jesus como Miguel é também ao mesmo tempo o próprio Deus, como querem os adventistas, porque razão Ele teria que pedir para Deus repreender a Satanás se Jesus é o próprio Deus?


O Que o irmão Branham Declarou Sobre Cristo e o Arcanjo Miguel

O que passaremos a analisar a seguir são as declarações que o irmão Branham fez ao longo de seu ministério acerca do arcanjo Miguel e da sua analogia com a Pessoa de Cristo. Em diversas ocasiões o irmão Branham disse que Lúcifer desejou no passado ter um reino igual ao que Miguel possuía, e pelo menos em três ocasiões ele identificou este Miguel como sendo Cristo.
O Princípio e o Fim da Dispensação Gentia (9/10/1955) § 112
“E naquele tempo, Miguel se levantará, o grande príncipe.” Miguel era Cristo, naturalmente, o Qual lutou as guerras angelicais no Céu com o diabo. Satanás e Miguel lutaram juntos, ou lutaram um contra o outro, melhor dizendo.

Aqui o irmão Branham está nos dizendo que ele cria que Cristo era Miguel quando lutou com Satanás nos céus.

Cristo é o Mistério de Deus Revelado (28/07/1963) § 543
Note Lúcifer, nos últimos dias, está fazendo como ele fez no inicio. O que Lúcifer fez? A primeira coisa que Lúcifer fez para separar o companheirismo de Deus e do homem, ele quis edificar para si um reino, um esplendor maior e aparentemente com mais cultura, um reino maior do que Miguel, Cristo tinha.

O Único Caminho Provido Por Deus (31/07/1963) §§ 57-58
Eu vou dizer uma coisa aqui, talvez eu não deveria dizer, mas ainda assim, eu creio que eu deveria dizer isto. Se você percebeu, Lúcifer está fazendo exatamente a mesma coisa hoje que ele fez no início. Vê? Lúcifer, no início, queria construir um reino que fosse maior e mais bonito do que o reino de Miguel, Cristo. Ele quer... Essa era a sua ambição de alcançar algo parecido. E por meio do que ele conseguiu fazer isso? Ele tomou anjos caídos que haviam perdido o seu primeiro estado. Ele os tomou para fazer isso com ele. E hoje Lúcifer tem entrado na igreja, e tirou a Palavra, e inseriu denominações, e ele está construindo uma igreja, o movimento ecumênico que está acontecendo agora, para reunir todos os protestantes, e entrarem todos na católica. E com esse papa eles entraram agora, para fazer a mesma coisa, exatamente o que a Escritura disse que iria fazer. E por meio do que ele está fazendo isso? Ele está fazendo isso por homens desses grandes movimentos ecumênicos, que não conhecem a Deus; e muitos deles nas pentecostais, porque eles estão fazendo o mesmo. O que é isso? Ele está fazendo isso com anjos caídos, luteranos caídos, metodistas caídos, pentecostais caídos, que perderam o seu estado original da Palavra de Deus, e voltarão a fazer um grande movimento ecumênico. Mensageiros caídos, mensageiros que uma vez ficaram com a Palavra, mas que venderam a sua primogenitura e juntaram-se com o mundo... A mesma coisa é no último dia. E o seu Lu... E Lúcifer está conseguindo hoje por meio de homens com aqueles espíritos neles, que ele fez com os anjos no início, anjos caídos que não guardaram o seu primeiro estado de obedecer a Deus. E ele está fazendo a mesma coisa hoje.

Foram somente nessas três ocasiões que o irmão Branham mencionou diretamente Miguel como sendo Cristo, embora ele nunca explicasse em nenhuma ocasião de que maneira isso seria possível.

Como já vimos, as Testemunhas de Jeová fazem de Jesus o arcanjo Miguel para provar que o Filho de Deus é apenas uma criatura, enquanto que os adventistas fazem de Jesus Miguel para provar que Miguel é ao mesmo tempo o próprio Deus. “Miguel” seria apenas um outro nome para Jesus, dizem. Porém essas são interpretações extremas. O irmão Branham não andou em extremos. Ele andou no caminho do meio. Por isso cremos que é extremamente necessário deixarmos claro de que embora o irmão Branham tenha dito que Cristo era Miguel, ele não o disse com o mesmo sentido que outros procuram dar.

E a razão disso é porque embora o irmão Branham vá dizer que Miguel era Cristo, ele não negava que esse Miguel era um anjo, e como sabemos, Cristo não é um anjo, mas o Filho Unigênito de Deus. O irmão Branham nunca negou que Miguel fosse um anjo, pois essa é a sua natureza, e por causa disso nunca pôde ir além dessa natureza. Como vimos antes na epístola aos Hebreus, Jesus foi inferior aos anjos por um pouco de tempo somente quando Ele foi feito semelhante aos homens, porque Seu corpo de carne Lhe dava algumas limitações. Mas a mesma epístola aos Hebreus também diz que Jesus Se tornou tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.

Portanto vemos que só o nome “Jesus Cristo” (Jeová é a Salvação) é superior ao nome “Miguel” (“Quem é como Deus”), e ainda que alguns não queiram admitir, “Miguel” é o nome de um anjo. E Deus não deu o Seu nome a nenhum anjo, mas somente para o Seu Filho. Portanto todas as correntes que tentam fazer de Miguel e Cristo o mesmo ser e a mesma pessoa não estão corretas.

Sendo assim, embora o irmão Branham dissesse que Cristo era Miguel, nós veremos que ao mesmo tempo ele fez em seus sermões uma distinção entre ambos, mostrando que para ele os dois não são o mesmo ser e a mesma pessoa. Assim como ele fazia uma distinção de Jesus e de Deus, ele fez o mesmo com Miguel e Cristo. Se por um lado ele disse que Jesus é Deus e por outro lado também disse que não era, da mesma maneira ele também irá nos mostrar em seus sermões que se por um lado Cristo era Miguel, por outro lado Ele também não poderia ser. Portanto embora o irmão Branham diga que Cristo era Miguel, ele não vai dizer da mesma maneira que os adventistas ou as Testemunhas de Jeová dizem.

O Irmão Branham Cria Que Miguel Era Um Anjo Submisso a Deus

O que nós pretendemos analisar agora são algumas declarações que o irmão Branham fez, e que nos mostram que ele não ensinava como os denominacionais, que fazem de Jesus literalmente o próprio arcanjo Miguel. Há certas afirmações que ele fez que entram em oposição a esse ensino.

O Caminho de Deus Feito Para Nós (9/1952) §§ 56-57
Observem, todas as vezes que há algo acontecendo aqui embaixo, há algo acontecendo lá em cima, ao mesmo tempo. Vamos olhar lá em cima um pouquinho e ver o que está acontecendo. Posso vê-Lo ali de pé, e Seu suntuoso manto ao Seu redor. Aleluia! Posso ver, a primeira coisa, vindo da direita, um enorme Anjo chamado Miguel. (Para o irmão Branham, o arcanjo Miguel estava sempre à direita de Deus) Eles tinham Um lá em cima. Você sabia disso? Posso ouvi-lo correr até ali em cima ao Seu lado, dizer: “Mestre!” Posso vê-lo tirando Sua espada da proteção Dela, assim, e dizer: “Olhaste para a Babilônia esta manhã? Há homens andando no caminho provido por Deus. (Miguel está se referindo a Alguém que é Deus, então para o irmão Branham Miguel não é Deus) Há homens que estão desejando selar seu testemunho esta manhã. Nossos irmãos estão para serem queimados.” Posso ouvi-lo dizer: “Deixe-Me ir lá embaixo! Eu mudarei o quadro.” Eu creio que Ele poderia ter feito isto; eu creio. Posso ouvi-Lo dizer: “Não, não posso deixá-lo fazer isto. Gabriel, Você esteve... Ou, Miguel, Você tem sido um Anjo muito bom. Vá, coloque sua espada de volta, fique em posição de sentido ali.”

Aqui ninguém pode alegar que o irmão Branham estivesse ensinando a mesma coisa que os adventistas. Veja que ele não está tratando Miguel como se Ele fosse o próprio Cristo. Para o irmão Branham, Miguel era um grande e poderoso anjo, porém obediente e submisso a Deus. Se Miguel fosse Cristo ou o próprio Deus, ele não precisaria pedir permissão para um outro para poder descer e ajudar o Seu próprio povo.


Deus Não Permitiu Miguel Vir Para nos Redimir

Tendo Conferências (08/06/1960) § 33
Deus tomou a decisão. Ele não deixaria um anjo tomar a decisão; Ele não deixaria Gabriel tomá-la; Ele não deixaria Miguel tomá-la. Ele veio para tomá-la por Si mesmo. Aleluia! E quando Ele se fez carne, e habitou entre nós, e morreu por nós, Ele fez o caminho, Ele mesmo. Essa é a razão pela qual Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Nenhum homem... Ele falou isso através dos tempos. Sempre tem sido da maneira de Deus. Deus mesmo faz isso. São os Seus próprios filhos; Ele não confiaria isso a um anjo. Então se Ele não confiaria isso a um anjo, Ele não confiaria isso a uma conferência, ou a um grupo de homens, sejam eles bispos, papas, sejam o que eles fossem. O que eles são está muito bem, isso pode estar tudo bem, mas Jesus Cristo é o caminho provido por Deus. É dessa maneira que Ele disse; Ele decidiu isso em Sua conferência. É assim...

Miguel estava lá no Céu com Deus, porém Ele não pôde enviá-lo até nós para nos salvar porque ele não era Cristo, ele era apenas um anjo. Mas se Miguel fosse de fato Cristo, ele teria que ter vindo para nos redimir; entretanto, o irmão Branham disse que Deus não poderia permitir que ele viesse fazer isso, porque Miguel era simplesmente um anjo. Veja que ele disse que Jesus Cristo é o caminho e não Miguel, por isso que aquele arcanjo não podia ser enviado até à terra para resgatar o homem, porque para William Branham Miguel não é Cristo.

Tendo Conferências (08/06/1960) § 24
E lá, quando (sem dúvida) que Miguel poderia ter se adiantado e Gabriel. E quando a mensagem chegou ao céu: “Seus filhos estão perdidos, pois eles pecaram e se afastaram”, Deus não tomou Gabriel e disse: “Desça e cace os Meus filhos”, Ele mesmo veio! Isso era um trabalho tamanho homem, um trabalho tamanho Deus. É por essa razão que eu creio que, neste dia em que estamos vivendo, quando eles tentam fazer de Jesus apenas um profeta, Ele era mais do que um profeta; Ele era Deus manifestado em carne, o Filho Divino do Deus vivo. Ele era mais do que apenas um vidente ou um bom homem; Ele era Deus manifestado em carne. Deus desceu para redimir o homem a Si mesmo, exatamente como fez no jardim do Éden. Oh, bendito seja o Nome do Senhor. Isso é amor. Deus amou o mundo, Ele mesmo fez um corpo para habitar, e o tabernáculo aqui conosco para nos salvar.

Miguel Assistiu a Conferência do Getsêmani Entre Deus e o Seu Filho

Agora vamos examinar uma outra situação onde o irmão Branham nos mostra claramente que ele não fazia de Miguel e de Cristo o mesmo ser, como os adventistas e as Testemunhas de Jeová fazem.

Conferência Com Deus (20/12/1959) §§ 125-128
Deixe-me mencionar apenas uma outra ou duas conferências. Deixe-me mencionar esta. Houve um tempo... depois que uma vida perfeita de trinta e três anos e meio tinha sido vivida. Um Homem que desejava viver tanto quanto eu desejo viver, tanto quanto você deseja viver. Um Homem o Qual tinha algo por que viver, irmãos que Ele amava, pessoas que Ele amava, pores de sol que Ele gostava de ver. Lembre-se, Jesus era um Homem. Deus estava Nele. Chegou o tempo... [Espaço em branco na fita - Ed.] ...o Espírito que estava guiando o Cordeiro, a Pomba. Tinha que haver uma conferência entre o Cordeiro e a Pomba. E eles prepararam um lugar para tê-la. Depois do jantar daquela noite, eles atravessaram um pequeno riacho, Cedrom, e... ou em algum lugar, e atravessaram o riacho, e entraram em um jardim chamado Getsêmani. Eles tinham que ter uma conferência. Deus e Cristo (Aqui ele faz uma distinção entre Deus e o Seu Filho Jesus Cristo) tinham que conversar sobre o assunto. O Cordeiro e a Pomba tinham que sentar juntos. Era a Pomba que tinha que conversar com o Cordeiro, e a morte do Cordeiro. Agora, quando eles se assentaram ao lado daquela rocha, e todos os Anjos desceram do céu, para ouvir esta conferência. Oh! Lá estavam Gabriel, Miguel, Amargura, todos os milhares deles, sentados ao redor da rocha.

O irmão Branham cria que Miguel estava no Getsêmani ouvindo a conferência que Deus estava tendo com o Seu Filho. Portanto o profeta não fazia de Miguel e Jesus o mesmo Ser. Se Jesus Cristo fosse Miguel, a conferência deveria ter sido entre Deus e Miguel, mas aqui o irmão Branham está nos dizendo que Miguel estava assistindo a conferência entre os dois. Observe que enquanto o irmão Branham separava esses três seres, a falsa religião mistura tudo e tenta fazer desses três tudo um só, ou em Deus apenas manifestando Seus atributos. Novamente o irmão Branham está apenas despreocupadamente citando possíveis nomes de anjos, sem afirmar que eles estivessem realmente ali, mas de qualquer maneira ele não teria feito isso se pensasse que Miguel e Cristo fossem o mesmo ser. Isso apenas prova mais uma vez para você que o irmão Branham não usava a mesma linguagem teológica que os outros grupos usavam, mas pelo contrário, ele possuía uma linguagem e uma teologia que era própria sua.

Miguel Não Podia Abrir o Livro dos Sete Selos

O irmão Branham cria nas Escrituras que dizem que o Cordeiro era o único que foi digno de abrir o livro dos Sete Selos por causa do Seu sacrifício. Ninguém mais poderia abrir aquele livro, nem mesmo os anjos ou até mesmo o grande príncipe deles, o arcanjo Miguel.

Apocalipse Capítulo 5 – 2ª Parte (18/06/1961) §§ 133-135
E tão logo ele fez... Quando este Anjo, este poderoso Anjo, clamou “Quem é digno?” Ele estava anunciando então, ele estava anunciando um Parente Redentor. E imediatamente depois, ele disse: “Quem é digno de tomar o Livro?” Então algo... Então João começou a chorar. Então o que aconteceu? Ele viu, ali estava o Livro. Ali estava ele, mas quem era digno? Bem, ali estava Gabriel, é claro que Ele era digno; mas (vê?), ele não era um homem, e ele era um anjo. E ali estava Miguel; ele era digno; mas ele não era um homem; ele era um Anjo. Então tinha que ser alguém que se tornasse uma pessoa terrena como nos tornamos. E então quando ele viu este Cordeiro que havia sido morto desde a fundação do mundo chegar, e ele viu que Ele havia sido morto desde a fundação do mundo, então João chorou. Amém. Porque ali estava; ele viu a coisa toda. Vê? E tão logo que ele anunciou: “Quem é digno?” Ele estava anunciando a vinda do Parente Redentor. E aqui estava Ele, um Cordeiro. E o que Ele fez? Foi até o trono onde o Espírito de Deus estava, e tomou o Livro da mão direita Daquele que estava assentado sobre o trono. E todos os anciãos se prostraram e disseram: “Tu és digno, porque Tu foste morto.”...

Se Miguel fosse Cristo ele poderia tomar o livro e abri-lo, mas Miguel era apenas um anjo, muito digno por sinal, mas ainda assim era apenas um anjo e era necessário que alguém fosse mais que um anjo para abrir aquele livro; era necessário que fosse um homem, e não somente um homem, mas um Parente Redentor.



A Brecha (17/03/1963) §§ 163-164
Não que não houvesse pessoas dignas lá, agora, como um Anjo; como por exemplo, nós diríamos, Gabriel, ou Miguel. Mas, lembre-se, tinha de ser um Parente. Lembre-se, João disse aqui: “E nenhum h-o-m-e-m,” não Anjo, não Serafim. Eles não pecaram, mas Eles estavam numa categoria diferente. Eles nunca tinham caído. Mas este tinha de ser um Parente Redentor. “Nenhum homem,” porque nenhum deles havia sido redimido. “Nenhum homem era digno de olhar para Ele.” Oh, não! Mas que coisa! Assim, era necessário um Parente humano. E ele pediu isto, e não foi encontrado, em parte alguma. Não havia ninguém. Nenhum bispo, nenhum arcebispo, nenhum sacerdote, nenhuma hierarquia, nada que alguma vez… nem mesmo tinham suficiente santidade de até olhar para o Livro. Ufa! Mas que coisa! Isso é um tanto forte, mas foi isso que a Bíblia disse. Só estou citando o que João disse.

Tinha que ser um Parente Redentor. Nós não somos parentes de anjos; nós não somos feitos à imagem e semelhança dos anjos. Somos feitos à imagem de Deus e de Seu Cristo, que é o nosso Irmão mais velho. Quando Deus disse: “Façamos o homem à Nossa imagem”, Ele estava Se dirigindo ao Seu Filho, um Ser sobrenatural que saiu do Seio do Pai antes da fundação do mundo. Embora Deus pudesse também estar Se dirigindo aos Seus anjos a fim de que eles fossem testemunhas daquela nova criação, visto que mais tarde eles nos seriam enviados para ministrar a nossa salvação, nós não somos feitos à imagem dos anjos porque eles pertencem a uma outra categoria, disse o profeta de Deus. Portanto nós não pertencemos à mesma categoria dos anjos, assim como Jesus também não pertenceu.

O irmão Branham também disse que após a ascensão de Jesus Cristo, os anjos louvavam a Deus e ao Seu Cordeiro por ter tomado as chaves da morte e do inferno mediante o Seu sacrifício, o que Lhe capacitou a sentar-Se no trono de Seu Pai. Não é Miguel quem está sentado agora naquele trono atuando como nosso Sumo Sacerdote, mas é o Filho de Deus, o poderoso conquistador.

O Poderoso Conquistador (10/01/1958) § 23
Os Anjos cantavam e louvavam (E podemos nos assegurar que Miguel estava entre eles) a Estrela da manhã (Este é Jesus, o Filho de Deus) enquanto Se movia pela rua como o poderoso Conquistador que havia conquistado os pecados do mundo e havia produzido a justiça triunfalmente. Adiante pela cidade eles foram, até chegarem ao trono. Lá no trono Se assenta o poderoso Jeová. E quando Jesus veio ao trono, Ele caiu de joelhos, e Ele disse: “Pai, Eu terminei essa obra que Me deste para fazer. Eu paguei a dívida pelo pecado. Tenho tanto as chaves da morte como do inferno. E o Teu inimigo está derrotado. E estes são aqueles que esperaram pacientemente por esta hora”. E eu posso ver o Pai, quando Ele disse: “Suba aqui no Meu trono, Meu Filho, e assente-Se aqui até que Eu ponha todos os inimigos como escabelo dos Teus pés”. Lá Ele Se assenta, o poderoso Conquistador.

Jesus não é o próprio Deus Jeová, porque não pode haver dois deuses, mas por ser Jesus o “poderoso conquistador”, Deus concedeu que o Seu Filho – e não um anjo – Se assentasse no trono Daquele que é o único e verdadeiro Deus Jeová, o Seu Pai.

Melquisedeque Juntamente Com Miguel e Gabriel Estiveram Com Abraão

Uma outra situação onde vemos o irmão Branham criando uma distinção clara entre Cristo e o arcanjo Miguel foram nas vezes em que ele disse que Miguel esteve com Elohim visitando Abraão.

Jeová Jiré (17/11/1955) § 32
Um dia Abraão se estabeleceu na terra estéril, onde não há muito para se comer, e o gado era pobre, sem água para mal beber, mas ele estava fazendo o que Deus lhe disse para fazer. Um dia, enquanto sentava ali debaixo do carvalho, ele passou a olhar para fora, e viu três homens se aproximando. E ele olhou para eles, e rapidamente (ele não teve que esperar por um mês), rapidamente, sendo um homem cheio do Espírito Santo, ele reconheceu um deles ser o Deus Todo-Poderoso e dois anjos. Isso é o que a Escritura diz que era, o Deus Todo-Poderoso. E Ele subiu, e Abraão correu e prostrou-se diante Dele, e O adorou, e chamou-O de Senhor, letra maiúscula S-e-n-h-o-r, Senhor. E ele disse: “Você quer ficar por alguns minutos comigo?”. Um homem de aparência cansada, o próprio Deus Jeová, todo cansado, com poeira em todas as Suas roupas, e provavelmente Gabriel e Miguel caminhavam com Ele em forma de carne humana...

“Três homens”. É exatamente isso que a Bíblia diz em Gênesis 18:2. O ir. Branham cria que Miguel era um dos anjos que estavam juntos com Elohim, Deus, quando Ele Se encontrou com Abraão. Em outros sermões ele demonstra que estava apenas citando esse nome para denominar aquele anjo, podendo na verdade ter sido qualquer outro. Porém o irmão Branham nunca teria feito essa suposição se ele pensasse que Cristo ou Deus e Miguel fossem o mesmo ser e a mesma pessoa como querem certas denominações. O irmão Branham também nos disse que Miguel teve um corpo de carne humana porque Deus havia criado esse corpo para ele.

Hebreus Capítulo Um (21/08/1957) §§ 164-167
Agora, e aqui... Esta grande Teofania aqui de pé... O que... Aquele grande Deus Jeová, você sabe o que Ele disse? Ele simplesmente Se inclinou e encheu a mão de átomos, apanhou um pouco de luz, e derramou isto assim, e foi... [O irmão Branham sopra – Ed.]... Um corpo, e simplesmente entrou nisto, e isto é tudo. Disse: “Venha cá Gabriel!” (Aquele grande Arcanjo) Entre... [o irmão Branham sopra – Ed.] “Entre nisso. Venha cá Miguel (o Anjo à Sua direita [O irmão Branham sopra - Ed.] para o judeu) entre nisso”. (Veja que para o irmão Branham o arcanjo Miguel estava sempre à direita de Deus, de acordo com a tradição judaica. Isso prova mais uma vez que ele tampouco fazia de Miguel e Deus o mesmo Ser) Deus e dois Anjos, andaram aqui em carne humana, e beberam o leite da vaca, comeram a manteiga tirada do leite, e comeram algum pão de milho, e comeram a carne do novilho: dois Anjos e Deus. Assim diz a Bíblia. Este é Melquisedeque, que Abraão encontrou na matança dos reis. Este é o Filho de Deus.

Como vimos, o irmão Branham cria que Miguel era um dos anjos que estavam juntos com Elohim, que por sua vez era o mesmo Melquisedeque que Se encontrou com Abraão antes disso após a matança dos reis. Porém aqui ele disse que Melquisedeque era o Filho de Deus e que Miguel estava à Sua direita. Portanto Miguel não pode ser o Cristo, o Filho de Deus, uma vez que novamente o irmão Branham fez uma distinção clara entre os dois. Ele não poderia ter dito que Miguel estava à direita do Filho de Deus se ele pensasse que ambos fossem o mesmo ser e a mesma pessoa como querem certos grupos cristãos.

Embora o Deus que aparece a Abraão sob os carvalhais de Manre fosse o mesmo Melquisedeque que lhe apareceu antes, Ele não estava com aquela mesma aparência. Foi por esta razão que o irmão Branham disse no sermão anterior a este que Abraão era um homem cheio do Espírito Santo, pois foi isso que lhe possibilitou discernir que Aquele que lhe visitava agora, era o mesmo Senhor que ele havia encontrado anteriormente.

Porém é necessário compreendermos porque razão o irmão Branham disse que Melquisedeque era o Filho de Deus, se em outras ocasiões ele afirmou que na verdade Melquisedeque era o Pai de Jesus Cristo.

Hebreus Capítulo Sete Nº. 1 (15/09/1957) § 93
Ele não era o Filho de Deus. Ele era o Deus do Filho. Ele não era o Filho de Deus, Melquisedeque não era, mas Ele era o Pai do Filho de Deus.

Então se Melquisedeque era o Pai do Filho de Deus, como o irmão Branham vai nos dizer agora que aquele mesmo Melquisedeque que esteve com Miguel e Gabriel em visita a Abraão era o Filho de Deus? Seria uma contradição? Aqueles que não estiverem familiarizados com a linguagem e a “teologia” de William Branham sempre acabarão se confundindo com as suas declarações, assim como alguns igualmente se confundem pensando que Miguel e Cristo são a mesma pessoa. Na verdade Melquisedeque é o Filho de Deus da mesma forma como Jesus é Deus ou como Cristo é Miguel: Ele é e ao mesmo tempo não é.

Embora Melquisedeque não seja o Filho de Deus, por outro lado, Ele também era o Filho de Deus por várias razões. Certamente que ao fazer essa sua analogia, o irmão Branham está remontando à Escritura de Hebreus 7:3 onde é dito que Melquisedeque foi feito semelhante ao Filho de Deus. Essa palavra “semelhante” foi traduzida do grego “aphomoioo” que quer dizer:

1) reproduzir um modelo, gerando uma imagem ou figura semelhante a ele;
2) expressar-se através de uma imagem ou figura semelhante, copiar;
3) produzir um fac-símile;
4) ser feito como, reproduzir similar.

Ou seja, Melquisedeque era em tipo uma reprodução antecipada do Filho de Deus. Ele era Sacerdote, assim como Jesus também seria; Melquisedeque era rei, assim como Jesus é rei. Esta é a razão pela qual o irmão Branham também chegou a chamar Melquisedeque de “o grande Príncipe”, justamente por este sacerdócio ser um tipo de Cristo, feito semelhante ao Filho de Deus. Nos dias de Seu ministério sobre a terra, Jesus estava ali como o grande Príncipe e Rei – todavia sem assumir essas posições – porque Seu Pai habitava Nele em plenitude. No Milênio Jesus estará usando o título de “Filho de Davi”, que é o título de um príncipe. Então novamente Jesus será de fato o grande Príncipe e Rei ao mesmo tempo, pois Seu Pai estará outra vez habitando Nele.

A outra razão do porque o irmão Branham disse que Melquisedeque era o Filho de Deus foi devido à Sua teofania, que era o corpo Palavra do seu Filho e que ao mesmo tempo era o corpo do próprio Deus Jeová. Deus não é uma teofania, mas Espírito, contudo Deus sempre fez uso da teofania do Seu Filho para Se revelar. O irmão Branham ensinava que quando Moisés pediu a Deus para vê-Lo, só o que ele pôde ver foi na verdade as costas de um homem que era a teofania do Seu Filho Jesus Cristo.

A Obra Prima (5/07/1964) § 74
Moisés O viu de pé nesta rocha. Ele O viu passar, e ele disse: “É as costas de um homem”. Veja, o Escultor estava apresentando a Moisés que era uma imagem potencial de Cristo, o que a grande Obra Prima pareceria quando Ela estivesse perfeita. Ele passou seu... Ele injetou... ou... ou projetou a Moisés a visão do que a Obra Prima pareceria. Era as costas de um homem quando passou pelo deserto.


Hebreus Capítulo Um (21/08/1957) § 160
Agora, ali de pé outra vez. Moisés O viu, O viu de costas, disse: “Parecia as costas de um Homem”. O Logos que saiu de Deus.

Hebreus Capítulo Quatro (01/09/1957) § 133
Quando - quando Moisés O viu, ele disse: “Deixe-me ver a Tua forma, Senhor”. E Deus escondeu-lhe numa rocha. E quando Ele passou, ele disse que era as costas de um homem. Aquilo era aquela Teofania. Exatamente. Depois aquela teofania teve que se fazer carne. Não outra pessoa, mas a mesma Pessoa teve que se tornar carne para tirar o ferrão da morte.

O Poderoso Deus Desvelado Perante Nós (29/06/1964) Pág 5
(...) Ele desejou vê-Lo um dia, e Deus lhe disse: “Vá colocar-se sobre a rocha.” E enquanto encontrava-se sobre a rocha, Moisés O viu passar. Ele viu as costas Dele. E disse: “Parecia um homem”, as costas de um homem. No entanto ele não viu a Deus; ele somente viu o véu de Deus. A Bíblia disse: “Deus nunca foi visto por alguém, mas o Unigênito do Pai O fez conhecer”. Assim que Moisés O viu velado como homem. E vemos que o Jeová do Antigo Testamento era justamente Jesus do Novo Testamento.

Quem é este Melquisedeque? (21/02/1965) § 99
Ele disse: “Nenhum homem pode... ver Minha face.” Ele disse: “Porei Minha mão sobre teus olhos, e Eu passarei. E você pode ver Minhas costas, porém não Minha face.” Vê? E quando Ele o fez, era as costas de um Homem; era teofania.

Queríamos Ver a Jesus (16/05/1957) § 15
No princípio Deus era um Espírito. E toda a fonte de bondade e misericórdia e poder, e todas as coisas boas do amor, Deus era o centro daquela fonte. E então o Logos que saiu de Deus no princípio se tornou o que chamaríamos de uma teofania, ou um – um corpo sobrenatural. Deus não é simplesmente como o ar, porém Ele está em um corpo. Moisés O viu passar e disse que se parecia como as costas de um homem, e assim por diante. E depois aquela mesma teofania se fez carne e habitou entre nós. E O contemplamos, o Unigênito do Pai, Cristo.

Hebreus Capítulo Seis nº. 3 (15/09/1957) §§ 628-632
Aquele grande Diamante que foi cortado para refletir estas cores, Deus foi feito carne e habitou no nosso meio, para que Ele pudesse refletir a Sua bondade e misericórdia no nosso meio através dos dons e sinais e maravilhas. Todo aquele grande arco-íris se tornou a teofania de... feito na imagem como homem. Embora Ele não fosse um homem, Ele não possuía carne ainda, Ele era uma teofania. Moisés disse: “Eu gostaria de vê-Lo.” Deus o escondeu na rocha. E quando Ele passou, virou Suas costas; Moisés disse: “Parecia as costas de um homem.” Então o que aconteceu? Certo dia, lá embaixo quando Abraão estava assentado em sua tenda... Chegaremos nisto nesta noite. Quando Abraão estava assentado em sua tenda, Deus apareceu para ele em um corpo de carne. “Bem,” você diz: “Irmão Branham, ele era...” Nós O encontraremos aqui encontrando com Abraão antes daquilo, na ordem de Melquisedeque; um corpo de carne, que era Deus. Claro que era, Ele era Deus em carne.

Vemos com tudo isso que Melquisedeque somente poderia ser o Filho de Deus porque Seu Pai estava na teofania do Seu Filho, que é o véu de Deus pelo qual Ele pode Se revelar, uma vez que ninguém pode ver a Deus. Então Melquisedeque era uma imagem potencial de Cristo no corpo teofânico de Seu Filho, o véu de Deus, visto que é o Unigênito do Pai que O faz conhecer, pois Ele é o Logos que saiu de Deus e Sua teofania é o próprio corpo de Deus Jeová. Jesus também disse: “Eu estou no Pai e o Pai está em Mim”. Sendo assim, onde o Pai estiver, de alguma maneira o Filho também terá que estar ali. Jesus sempre foi e sempre será a máscara de Deus, seja em uma teofania ou em um corpo de carne. Por quê? Porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Vejamos mais uma outra ocasião onde o irmão Branham fala que Deus apareceu a Abraão em uma teofania:

El Shadai (16/04/1959) § 53
Sei que muitos dos escritores tentam dizer que era uma teofania, e coisas assim. Mas isso não era assim...

Novamente para quem não conhece a linguagem de William Branham isso seria uma outra de suas “contradições”. Há pouco vimos ele nos dizer que foi uma teofania que apareceu a Abraão. Como que agora ele vai nos dizer justamente o contrário, de que não era uma teofania? Porém ele não está se contradizendo aqui. Acontece que o irmão Branham não cria no mesmo tipo de manifestação teofânica que alguns estudiosos creem e ensinam, de que nessa forma Deus e os Seus anjos não poderiam ter comido nada, mas apenas fizeram de conta que comiam. Essa opinião se baseia nos escritos de Santo Agostinho e também no livro apócrifo de Tobias. Ao contrário destes, o irmão Branham cria que Deus e os demais comeram realmente em seus corpos teofânicos revestidos por um corpo de carne criado. E é isso que ele vai nos dizer agora:

...Ele foi comer carne e beber leite e comer pão de milho. Isso mesmo. Ele era absolutamente um homem, assentado em carne humana. Alguém me disse há não muito tempo atrás, disse: “Billy, você não quer me dizer que você acredita que foi um homem”. Eu disse: “Absolutamente. Ele era Deus em carne”. Ele disse: “De onde Ele conseguiu aquela carne?” Eu disse: “O grande Criador dos céus e da terra, os dois Anjos com Ele... A Bíblia diz que eles eram dois Anjos e o próprio Deus”. “Ora”, ele disse, “Onde Ele conseguiu esse corpo?”. Eu disse: “Do que somos feitos? Dezesseis elementos: petróleo, e cálcio, potássio, e luz cósmica. Bem, Deus apenas disse: “Venha cá, Gabriel. Venha cá, Miguel. Vamos fazer uma pequena viagem até lá embaixo e ver o pai Abraão’. Chegou lá e pegou um punhado de cálcio, e um pouco de potássio, e de luz cósmica, e ‘pfft’, soprou isso junto assim, e entrou nisso, e falou com ele”. Aleluia! Esse é o nosso Deus. Essa é a razão pela qual eu creio Nele na ressurreição.

Por que isso? Porque o que Deus fez aqui é algo que Ele fará no futuro. Na ressurreição nós estaremos em nossas teofanias habitando em um novo corpo de carne tirado do mesmo pó da terra, porém numa forma glorificada. E na Ceia das Bodas do Cordeiro quando a mesa for servida, nós não faremos de conta que estaremos comendo, mas nós comeremos de verdade. É isso que o irmão Branham está dizendo aqui.

Porém veja que mais uma vez o irmão Branham disse que Miguel estava ali em um corpo de carne criado à direita de Melquisedeque, o grande Príncipe (o Filho) e Rei (o Pai).

Miguel é Cristo Por Comissão e Representação

Então se o irmão Branham nos mostra uma distinção clara entre Cristo e Miguel ao não fazer dos dois o mesmo ser, poderia ele ter criado uma contradição quando disse que Cristo era Miguel? Como tentamos mostrar aqui e até mesmo em outras publicações, não há contradições no ensino de William Branham acerca da Deidade. Porém nem sempre o irmão Branham foi muito claro em certas declarações que ele fazia, e isso tem feito com que alguns tirassem conclusões equivocadas acerca do que ele ensinava. Embora ele tenha dito em poucas ocasiões que Cristo era Miguel, ele nunca se esforçou em tentar explicar de que maneira isso seria possível, se era porque Jesus estivesse na forma de Miguel, ou se Miguel seria alguma espécie de um tipo de Cristo, ou se talvez pudesse ser até mesmo as duas coisas.

O que se percebe é que o irmão Branham não quis ser dogmático acerca dessa sua colocação, uma vez que Cristo poderia ser Miguel de diversas formas, e embora Deus pudesse usar Miguel de maneira que fosse compreensível ao nosso entendimento, por outro lado, Ele também poderia fazer de uma forma que nós não poderíamos compreender ou explicar, pois tudo isso pertence a uma outra dimensão da qual nós não sabemos praticamente nada a respeito, visto que estamos tratando de coisas celestiais, e não temos para isso até hoje uma língua terrena que possa expressar fielmente aquilo que não é terreno. Só o que podemos fazer então é usar os mesmos termos que o irmão Branham usou.

Porém o que se sabe com segurança é que quando o irmão Branham diz que Miguel era Cristo, ele estava se referindo à unção de Deus sobre aquele arcanjo, porque é exatamente isso que a palavra “Cristo” significa, e essa era a mesma unção que estava em Seu Filho, de modo que Deus ungiu aquele anjo para que ele pudesse atuar com alguma limitação como o Seu Filho. Assim como Deus escolheu entre os homens alguns para serem tipo de Cristo sobre a terra, Ele também poderia ter escolhido esse arcanjo para ser um tipo de Cristo nos céus, porém com limitações, assim como Moisés, José, Davi e outros também foram. É como se Miguel assumisse dentro de um certo limite a identidade de Cristo para atuar de forma representativa, quando na verdade é Cristo mesmo que unge esse arcanjo para atuar por intermédio dele.

Miguel não fazia nada sem que antes Deus lhe dissesse ou lhe desse permissão para fazer, exatamente como Jesus fazia. Portanto Miguel é Cristo no sentido de ser o Seu representante, pois ele luta pela causa de Cristo. Miguel era comissionado por Deus para pelejar as Suas batalhas e era ungido com a unção de Cristo para assim proceder e agir com autoridade. Mas embora Miguel fosse o príncipe dos anjos, Jesus é o príncipe de toda a criação e o príncipe dos reis da terra.

O fato de seu nome ser “Quem é como Deus?” mostra que o papel do arcanjo Miguel é de sempre que ordenado pelo próprio Deus, promover o reino, obediência, adoração e submissão ao único Deus. Porém como nos ensinou o irmão Branham, Deus sabia desde o princípio que algum dia um outro príncipe celestial, um anjo querubim chamado Lúcifer, se exaltaria e desejaria ser como Deus, atraindo para si mesmo uma terça parte dos anjos. Portanto, antes que algum dia Lúcifer desejasse ser como Deus, Miguel já estava ao seu lado para lembrá-lo desde cedo de que ninguém poderia ser como Ele. Deste modo, a presença de Miguel e o significado que o seu nome possuía tornava-se numa constante provocação para aquele querubim, porque ele se convertia em uma pergunta desafiadora e provocativa para Lúcifer, que tentava a todo custo ser igual a Deus ou ter o que Ele tem. “Quem é como Deus” era um questionamento que importunaria a Lúcifer em alguma ocasião porque em sua índole imperava um desejo de ser igual a Deus e de ter a mesma autoridade sobre o reino dos céus e a mesma unção que Miguel possuía. Miguel e Lúcifer possuíam duas unções diferentes – embora essa diferença fosse de um fio de navalha – sendo que a de Lúcifer poderia ser pervertida, o qual foi exatamente o que lhe aconteceu.

Então como já vimos até aqui, a palavra “arcanjo” pode significar “o chefe ou o principal ou o mais elevado dos anjos”, por isso que em Daniel 10:13 Miguel é chamado de “um dos primeiros príncipes”. Lúcifer também era e ainda é um príncipe, porém não como Miguel, porque Lúcifer é um querubim. E “anjo” quer dizer “mensageiro”; então onde Miguel era enviado levava através de seus atos e até mesmo pelo seu próprio nome essa mensagem: “Quem é como Deus?”. Então como entendemos, Miguel atuava realmente como um representante ou um emissário de Deus e de Seu Cristo, visto que ele também tinha a própria unção de Cristo para assim proceder. Ele não fazia nada por si mesmo, ou por sua própria vontade, exatamente como Jesus, o Filho de Deus; todos os profetas foram tipos de Cristo por causa de suas vidas, mensagem e unção, e este arcanjo Miguel leva consigo uma atuação que se assemelha, embora com limitações a Jesus, o Filho de Deus.

Por conseqüência da unção de Cristo estar em Miguel, o próprio Cristo podia Se manifestar através desse arcanjo. Os dois principais anjos que estavam ao lado de Deus no princípio era o arcanjo Miguel e o querubim Lúcifer. Ambos lideravam na adoração a Deus e eram os assistentes de confiança, especialmente Lúcifer, como disse o irmão Branham. Embora Lúcifer possuísse uma classe de unção, ela não era a mesma que Miguel tinha, pois percebemos pelas Escrituras que Miguel estava acima de Lúcifer, uma vez que este arcanjo era o primeiro dos príncipes, e ainda que Lúcifer também fosse um príncipe e gozasse de uma grande autoridade entre os da sua categoria, ele não era como Miguel. E Lúcifer sabia disso, o qual lhe incomodava, principalmente quando via Cristo atuar através de Miguel, sem porém nunca desejar ter feito o mesmo por meio dele.

Deus Também Fala Por Meio dos Anjos, Seus Mensageiros

Quando os anjos eram enviados da presença do Senhor, muitas vezes devido à unção profética que eles possuíam, Deus falava por meio deles como em Zacarias 3:7 ou até mesmo como Jesus, o Filho de Deus, falou por meio do Seu anjo em Apocalipse 22:16. É por essa razão que vemos Escrituras mencionando que o anjo do Senhor está perante a alguém e quando aquele anjo fala lemos: “E o Senhor falou”, ou seja, Deus mesmo proferia Suas Palavras por meio daquele anjo.

Em apocalipse 22 Jesus passou para João as revelações que Deus Lhe deu por intermédio de Seu anjo, ou seja, Jesus falou as Palavras de Deus através de Seu anjo. Semelhantemente, Jesus poderia ter Se expressado e atuado assim por meio do arcanjo Miguel. O modo como Jesus Se comunicou por intermédio de Seu anjo é uma maneira de compreendermos sobre de que forma Cristo poderia operar e falar por meio de Miguel.

Apocalipse 22:8-20
E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Esse anjo é conservo com os profetas porque ele está profetizando assim como os demais. Mas ele não aceita adoração porque ele é apenas um anjo. Miguel também é um anjo, portanto tampouco Miguel poderia aceitar adoração.) E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo. Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. (Agora Jesus começa a falar por meio do anjo, ou seja, o anjo fala, mas as palavras não são dele) E, eis que cedo venho, e o Meu galardão está Comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro. Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Eu, Jesus, enviei o Meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã. (Jesus estava falando por meio do anjo. As palavras de Jesus foram as que Deus Lhe revelou. Mesmo Jesus estando naquele anjo Ele não aceitou a adoração.) E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.

E assim, entendemos que Jesus podia atuar em Miguel de maneira similar como atuou por meio desse anjo que testificou Dele para João.

Lúcifer Era o Assistente de Confiança de Deus

Antes de concluirmos este estudo, cremos ser proveitoso repassarmos algumas colocações que o irmão Branham fez envolvendo a sua compreensão acerca da atuação deste arcanjo Miguel no passado, e de como ele ainda poderá atuar no futuro. Miguel sempre esteve em luta constante com Lúcifer ou Satanás, desde que este se revoltou contra Deus e foi expulso dos Céus. E para compreendermos isso, o irmão Branham nos levava ao passado, explicando-nos como tudo era antes que qualquer litígio ou batalha no Céu tivesse começado.

Antes de sua queda, Lúcifer gozava ao lado de Miguel de uma posição privilegiada para com Deus, sendo o Seu assistente de confiança ou o Seu braço direito. Entretanto, embora ele pudesse fazer qualquer coisa, ele não podia criar.

O Selo do Anticristo (11/03/1955) §§ 17-18
Você sabia que no céu, que o Diabo era o assistente de confiança de Deus no princípio, aquele Lúcifer, o filho da manhã, que fora dado poder? E a razão dele ter trazido o pecado para dentro do mundo, é porque ele foi capaz de tomar algo que Deus havia criado, e pervertê-lo de volta em uma coisa maligna, no qual começou todo este problema no princípio. Então Deus, antes que a fundação do mundo fosse em algum tempo colocado, quando Ele viu o que Satanás fez... Em seu orgulho foi para o norte, e levantou um reino, e lutou contra Miguel e seus Anjos... Você vê isto? O assistente de confiança do Deus Todo-Poderoso foi Lúcifer, o filho da manhã. No começo, Deus concedeu a ele quase cooperadores com Ele; ele foi um cooperador, parcialmente igual com Ele; Satanás somente não podia criar. Deus é o único Criador, porém Satanás tomou algo que Deus criou e o perverteu de volta em alguma outra coisa, maligna.

O Pecado Começou no Céu.

O irmão Branham disse que antes que o pecado começasse na terra pela queda do casal no Jardim do Éden, o pecado havia começado no Céu.

O Deus Desta Era Maligna (01/08/1965) § 80
O pecado nunca começou no jardim do Éden; isto começou no Céu quando Lúcifer, o filho da manhã, se exaltou em beleza e queria um reino mais bonito do que aquele de Miguel.
Satanás Foi Expulso dos Céus

O irmão Branham disse que pela sua posição honrosa, Lúcifer acabou se tornando uma espécie de “sabe-tudo”, desejando ser melhor que Miguel ou mesmo Deus. Com a revolta de Lúcifer em desejar construir um reino semelhante ao de Miguel, este querubim teve como punição a sua expulsão dos Céus. O irmão Branham disse que Lúcifer foi expulso por Deus por meio de Miguel a quem Ele ungiu para fazer cumprir a Sua vontade.

Perguntas e Respostas 9 (28/06/1959) § 99
Satanás foi literalmente expulso do céu por Miguel o Arcanjo e Deus. E ele foi expulso para a terra, veio para a terra, entrou na serpente, enganou a Eva, e então tem entrado nos homens, mulheres, e por todas as eras com a mesma coisa que ele começou no princípio: o de ter um grande reino, mais bonito do que o de outra pessoa, ser o governador sobre tudo; o “sabe-tudo”.

Veja que o irmão Branham faz uma distinção de Miguel e de Deus como dois Seres distintos, o que nos demonstra mais uma vez que ele não cria da mesma maneira como os adventistas.

Miguel Versus Lúcifer: a Guerra nos Céus

Nessa batalha que foi travada no Céu, Miguel guerrilhou com Lúcifer. Essa seria a primeira de outras que ainda viriam.

A Maior Batalha Jamais Pelejada (11/03/1962) §§ 62-63
Esta primeira batalha que foi pelejada, começou no céu quando Miguel e seus Anjos pelejaram contra Lúcifer e seus anjos. Ela começou primeiro – a primeira batalha foi no céu, então o pecado não teve sua origem na terra; ele se originou no Céu. E então ele foi lançado do céu, expulso do céu para a terra, e caiu sobre os seres humanos. Depois a batalha dos Anjos se tornou uma batalha humana. E Satanás veio para destruir a criação de Deus. O que Deus criou para Si mesmo, ele tinha (Satanás) vindo para destruir isto. Esse era o seu propósito: destruir isso. Logo, a batalha começou aqui sobre a terra, e começou em nós, e tem rugindo desde então.

Perguntas e Respostas 9 (28/06/1959) § 75
Agora, enquanto eu obtenho a base para isto, que Lúcifer no Céu tratou de exaltar a si mesmo e chegar até mesmo a estar mais alto que o seu Chefe. (Lembre-se que a palavra “arcanjo” significa “chefe dos anjos”, portanto o chefe de Lúcifer era Miguel) E ele traiu Miguel, e fez a si mesmo um grande reino no norte, e logo foi expulso para baixo. Ele e os seus anjos foram lançados fora. A pessoa que perguntou de Apocalipse... isso é sobre Apocalipse 12, sobre a ilha de Patmos.

Nesta mensagem o irmão Branham responde a pergunta nº. 5 sobre a queda de Lúcifer onde ele citas as Escrituras de Isaías, Ezequiel e Apocalipse que ele interpretava como um evento ocorrido no passado.

O irmão Branham cria que as Escrituras às vezes poderiam ter um duplo sentido ou um significado composto, e embora quando ele lesse uma Escritura e desse apenas uma interpretação para ela, isso não significava que ele anulasse a outra interpretação que aquela mesma Escritura poderia ter.
Lagarta, Locusta, Gafanhoto, Pulgão (06/12/1953) § 37
Agora, esta profecia, é claro, como todas as outras profecias, possuem um significado composto. Uma profecia às vezes tem um significado natural. Então ela tem um significado espiritual.

Abraão e Sua Descendência Após Ele (23/04/1961) § 9
E não sendo eficaz na educação; portanto, eu me aproximo das Escrituras do ponto de vista de um tipo, e mais como um tipologista para tipificar o que foi, o que vai ser. Porque nós sabemos que as Escrituras, cada uma tem um significado composto.

A Rainha de Sabá (03/05/1953) § 15
Todas as Escrituras possuem um significado composto; qualquer estudante sabe isso, por exemplo, em Mateus 3, quando Ele disse: “Para que se cumprisse ‘Do Egito, chamei o meu filho’.” Se você for acompanhar a referência a isso, era o Seu filho, Israel, mas isso também pertencia a Seu Filho, Jesus. As Escrituras possuem um significado composto.

Certas Escrituras proféticas podem possuir tanto uma aplicação para um evento passado como também para um evento futuro. E com base nessa afirmação que o irmão Branham costumava fazer, podemos então entender que embora o irmão Branham se detivesse somente a uma interpretação para Apocalipse 12, remontando a uma batalha angelical ocorrida no passado, podemos ao mesmo tempo apontar os mesmos relatos desse capítulo a um evento futuro que ainda estaria por vir, principalmente quando levamos em consideração a todos os elementos de seu contexto, os quais passaremos a analisar agora:

Apocalipse 12:1-18
E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Embora possa ser dado outras aplicações para essa mesma Escritura, essa mulher pode ser uma representação da nação de Israel, ou como o irmão Branham também chamava, “a igreja ortodoxa judia”, como ele afirmou em várias de suas mensagens. Em uma delas, sendo o irmão Branham um tipologista, chegou a mencionar que Noemi era um tipo dessa mesma igreja ortodoxa, os judeus eleitos, enquanto Rute tipificava a Noiva gentílica. Não é a Igreja que gera esse Filho, mas pelo contrário, é o Filho que gera para Si uma Igreja. Aqui neste caso, essa mulher representa a nação de Israel de onde virá o Salvador prometido, porque como disse Jesus “a salvação vem dos judeus”. (João 4:22). Ao longo dos séculos, Israel esteve gerando este Filho varão que simbolizava o Senhor Jesus Cristo. A figura das dores de parto tipifica as grandes lutas, batalhas e perseguições pelas quais esse povo passaria até que este Filho surgisse. Satanás sempre tentou de todas as maneiras impedir o nascimento desse Filho provocando “dores de parto” a este povo. Suas dores começaram lá no princípio quando Abel foi assassinado por Caim; um outro golpe dado por Satanás aconteceu quando a linhagem de Sete se corrompeu misturando-se com a ímpia de Caim; vemos também essa mesma perseguição depois se repetir com a matança das crianças judias no Egito pelo faraó nos dias do nascimento de Moisés; também vemos essa mesma estratégia se repetindo nas tentativas de Saul em matar a Davi de onde viria o Messias; e as mesmas dores da perseguição ocorreram também durante a trama de Hamã que pretendia exterminar os judeus; e por fim, na investida de Herodes para matar os recém nascidos de até 2 anos, nos dias do nascimento de Jesus.

Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

Esse dragão é Satanás representado pelo império romano. Mas veja que este Filho varão que nasceu não era um anjo, nem muito menos Miguel, porque ele não era homem, visto que não somos irmãos de anjos, mas somos irmãos do Filho Unigênito de Deus, nosso Irmão mais velho. Quando é dito que o Filho foi arrebatado, isso não está tipificando somente a ressurreição e ascensão de Jesus Cristo ao Céu, mas também de toda a Igreja, pois Ela é o Seu Corpo místico. Ela já está inclusive agora morta, ressuscitada e assentada em lugares celestiais juntamente com Ele. Portanto isso está tipificando não somente o arrebatamento de Cristo, mas também dos Seus santos, pois os fatos que são relatados a seguir seguem uma certa ordem cronológica de eventos que ocorrerão durante a Grande Tribulação, que virá logo em seguida. Há, portanto, a partir do versículo 6 em diante, um salto na história para outra vez se dirigir àquela mesma igreja ortodoxa que continuará a ser perseguida.

E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Veja que agora o quadro profético apresentado aqui muda dramaticamente, porque da ressurreição de Cristo pulamos direto para a perseguição aos judeus novamente, agora pelo anticristo durante a Grande Tribulação, porque essa mulher que é perseguida é a mesma que sofreu as dores de parto. Veja que o dragão não pôde fazer nada contra o Filho e a Noiva; Ela não poderá ser destruída ou atribulada porque já estará com Cristo, mas Israel terá que passar por tudo isso. E o que vem a seguir é um relato de como sucederá todo o processo dessa perseguição futura que durará 1260 dias ou três anos e meio.

Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.

Embora essa passagem possa ser usada para se referir a algo ocorrido no passado, essa Escritura possui um sentido composto porque está apontando igualmente para um evento que ainda está para acontecer. Haverá uma batalha no céu com Miguel de onde Satanás ainda tem acesso; porém após isso, seu lugar não será mais encontrado. Atualmente Satanás ainda é um príncipe e uma potestade do ar, e embora ele tenha perdido a comunhão com Deus no passado, ele ainda possui algum tipo de acesso a Deus para nos tentar dia e noite diante Dele, como foi relatado, por exemplo, no livro de Jó, na ocasião em que Satanás juntamente com os seus anjos questionara a Deus acerca da fidelidade do Seu servo Jó. Vemos inclusive o próprio Senhor mencionar ter visto a Satanás descendo do céu: “Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago”. (Lucas 10:18) Porém após essa batalha com Miguel, Satanás não terá mais acesso a esse céu onde ele está agora, pois será precipitado definitivamente sobre a terra, ocasião pela qual ele se encarnará no seu anticristo.

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do Seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

“Que engana todo o mundo”. Esse “mundo” não se refere somente àqueles anjos que foram enganados por Lúcifer no passado, mas é uma referência também a toda a raça humana. Porém isso não poderia ser compreendido dessa forma, se fosse interpretado que essa peleja com Miguel e a conseqüente precipitação de Satanás à terra, tivesse acontecido somente antes da criação do homem e de sua derradeira queda, pois antes disso não havia nenhum pecador na terra para ser enganado. E observe também que essa peleja no céu que resultou na expulsão do dragão, não pode estar se referindo somente a um evento anterior ao jardim do Éden e à queda do homem, pois naquela época não havia nenhum irmão nosso ainda aqui na terra em pecado para que o dragão pudesse acusar diante de Deus. Portanto vemos mais uma vez que isso está tratando de algo para o futuro. Satanás terá que ser expulso do céu porque não haverá mais como ele continuar nos acusando, sendo que nós já estaremos juntos a Cristo, nosso Advogado. É por isso que a expulsão de Satanás por Miguel é relatada aqui como um motivo de comemoração, visto que ele perderá a sua atual posição como acusador, até mesmo contra Israel, que ainda estará sobre a terra aguardando pela sua salvação.

E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! Porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

Como já sabemos, esse tempo são os 1260 dias ou três anos e meio. Esse será o pouco tempo que Satanás terá para agir depois que for expulso dos céus por Miguel.

Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.

Depois que a mulher (Israel) deu à luz ao Filho varão e este foi arrebatado (que é Cristo e o Seu Corpo místico, a Noiva), o dragão será precipitado na terra e passará a perseguir a mulher na Grande Tribulação. Aqui diz que o dragão só foi precipitado à terra depois que a mulher deu à luz ao Filho varão que foi arrebatado, não antes, e essa perseguição durará três anos e meio.

O Significado Composto em Ezequiel e Isaías

Há registros igualmente dessa rebelião e queda de Satanás ocorrida no passado nas Escrituras de Isaías e Ezequiel. Entretanto, se fizermos uma observação atenta para essas Escrituras, assim como fizemos com a de Apocalipse 12, veremos que elas da mesma maneira nos apontam tanto para algo ocorrido no passado, como ao mesmo tempo para algo que ainda ocorrerá no futuro.

Ezequiel 28:12-19 Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda; de ouro te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. (Na teologia de William Branham ele teve ciúmes de Miguel e desejou ter um reino igual ao dele e o traiu com um terço dos anjos.) Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus, e te farei perecer, (Isso está no futuro, porque não se refere somente à Satanás quando pelejará outra vez com Miguel, mas também ao seu anticristo) ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio, (essa palavra “comércio” aparece duas vezes. Sabemos que no reinado do anticristo nada poderá ser comercializado a menos que todos se submetam ao sistema imposto pelo seu domínio) profanaste os teus santuários; Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.

Veja que isso não está tratando somente de algo que teria ocorrido no passado, mas também do que acontecerá no futuro. Todo o mundo verá literalmente a destruição de Satanás e do seu anticristo.

Isaías 14:12-17
Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas, e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo. Os que te virem te contemplarão, hão de fitar-te e dizer-te: É este o homem que fazia estremecer a terra e tremer os reinos? Que punha o mundo como um deserto e assolava as suas cidades? Que a seus cativos não deixava ir para casa?

Essa Escritura, juntamente com a de Ezequiel, também é muito usada para se referir à rebelião de Lúcifer no passado, mas Ela também pode ser usada para compreender sobre de que maneira será a sua derradeira queda após a batalha com Miguel no futuro; e o homem que fará tremer os povos e reinos será o anticristo que será derrotado na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Miguel Virá em Favor do Povo de Deus no Tempo do Fim

O irmão Branham ensinava que Miguel voltará para atuar como libertador de Israel e dos santos de Deus.

O Princípio e o Fim da Dispensação Gentia (9/10/1955) § 101
Miguel, o grande príncipe, se levantará pelo” (quê?) “pelo teu povo.” Muito bem. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão (quando?) quando estes períodos de tempo se derem, e uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.

O Princípio e o Fim da Dispensação Gentia (9/10/1955) § 128
“Naquele dia, Miguel se levantará pelo povo.” Ele não se levantará pelas nações. Ele se levantará pelo povo. “E muitos daqueles que dormem no pó da terra, alguns ressuscitarão para a vergonha e o desprezo eterno. Porém aqueles que são sábios e tornam muitos à justiça, brilharão como as estrelas para sempre e sempre.” Aleluia!

Lúcifer e Miguel Se Encontrarão Novamente

E assim como o irmão Branham falava de uma peleja ocorrida no passado entre Miguel e Lúcifer, ele ao mesmo tempo afirmava que novamente ambos se enfrentariam em uma outra batalha futura, que como nos mostram igualmente as Escrituras, começará ainda no céu e terminará na terra. Nessa luta, Miguel não batalhará por conta própria, mas por uma comissão dada por Deus, portanto na verdade será uma batalha entre Cristo e Satanás.

A Festa das Trombetas (19/07/1964) §§ 206-207
Observem, enquanto esse grupo está cavalgando, aprontando-se para eliminar tudo que não concorde com eles, há outro grupo sendo preparado, depois de um tempo, Apocalipse 19. A próxima vez que se ouve da Igreja, Ela vem, também, não exatamente montada em cavalos, mas a Bíblia diz: “Ele estava montado em um cavalo branco, e as hostes do Céu O estavam seguindo, em cavalos brancos.” Está certo? Enquanto este grupo aqui embaixo tem dois mil presos junto ao rio Eufrates, e têm estado presos por dois mil anos, também essa igreja tem mantido o Espírito Santo preso por quase dois mil anos, sob martírio lá atrás, e sob as eras da igreja. Tem estado preso, não junto ao rio Eufrates, mas à porta de credos e dogmas, de modo que o Espírito Santo não pode operar na igreja por causa de sistemas feitos pelo homem. Mas Ela vai ser liberada, Ela está voltando, isso é o que a Bíblia diz. E esses dois se encontram um com o outro no campo de batalha. Lúcifer e Miguel novamente, como no princípio, eles têm estado presos por dois mil anos, quase, quase por dois mil anos.

O Quarto Selo (21/03/1963) § 279
A primeira coisa, no Céu, foi uma batalha. Lúcifer foi expulso, e veio para a terra. Depois ele poluiu o Éden; e continuou poluindo desde então. E agora, da batalha no Céu, está chegando à batalha na terra; e é para terminar na terra, no tempo do fim, numa batalha chamada Armagedom. Agora, qualquer um sabe disso. A batalha começou no Céu, santa, e assim eles o expulsaram. Miguel e Seus Anjos o derrotaram, foi expulso. E quando o fizeram, caiu exatamente no Éden, e aqui começou a batalha aqui embaixo.

E tão certo como Miguel venceu a primeira batalha no céu, certamente que quando a última batalha ocorrer Ele voltará a vencer. Porém não será a um anjo que a Noiva estará aguardando, mas ao Filho de Deus que virá em um corpo visível para tomar a Sua Igreja. Deus prometeu isso em Sua Palavra e Ele é fiel para cumpri-La, e é nessa promessa que nós confiamos o nosso destino e o nosso futuro.
  
Shalom (19/01/1964) § 148
Agora vemos a Sua Palavra vindicada. Nós cremos. Então se Ele vindicou a Palavra de hoje, o que Ela é, de que me importa o que o ano traz? De que me importa o ano que vem? De que me importa se eu viver hoje ou morrer hoje? Cada Palavra que Ele prometeu será vindicada, cada uma! Se Ele pode fazer isso hoje, depois de prometer dois mil anos atrás; se for cem mil anos, hoje, Jesus voltará à terra num corpo visível, para uma Igreja, uma – uma Redimida, a Noiva, e levá-La para fora daqui. Independente do que acontecer, de modas, de dizer “continuem,” e as pessoas podem com dificuldade andar em trevas totais e crer em qualquer coisa que queiram crer, mas Jesus Cristo voltará novamente. Confio a Ele o futuro, então. “Senhor Deus, não sei o que o amanhã reserva, mas sei que Tu tens o amanhã nas mãos.”

Diógenes Dornelles


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