sábado, 7 de maio de 2016

LEE VAYLE E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O LIVRO DAS ERAS DE WILLIAM BRANHAM

LEE VAYLE E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O LIVRO DAS ERAS DE WILLIAM BRANHAM


O presente artigo tem por finalidade auxiliar ao leitor na compreensão sobre de que maneira o irmão Lee Vayle cooperou com o irmão Branham na edição do seu livro “Uma Exposição das Sete Eras da Igreja”. Devido aos falsos boatos de que Lee Vayle tivesse acrescentado ideias pessoais a esse livro, nós produzimos algum tempo atrás um artigo intitulado “O Livro das Eras é Autêntico?”, esclarecendo que embora Lee Vayle tenha auxiliado na edição do livro, o irmão Branham deve ser considerado como o seu verdadeiro e único autor.

Porém ainda temos recebido perguntas de irmãos que nos pedem mais esclarecimentos sobre essa questão, em virtude de que muitos continuam a insistir, por razões duvidosas, de passar uma desinformação para os crentes da Mensagem. Pensando nisso, decidimos dessa vez expor com detalhes como foi a cooperação de Lee Vayle para esse livro, baseado em seu próprio testemunho que coletamos dos diversos sermões que já temos traduzido ao longo dos anos. Abaixo, decidimos transcrever uma pergunta que recebemos de um irmão pedindo-nos maiores esclarecimentos, seguida de nossa resposta. Esperamos que esse trabalho possa esclarecer em definitivo sobre essa questão.

PERGUNTA:

Olá querido irmão, visitando o seu site vi que tinha nele uma explicação sobre a autenticidade do livro das eras. Gostei bastante, inclusive já estou com a mesma no meu celular e computador. Digo isso porque estou enfrentando aqui onde eu moro, esses que dizem que o livro das eras possui pensamentos próprios do Dr. Lee Vayle, e já conseguiram colocar na mente de um irmão na fé essas coisas. Eles estão usando uma referência no youtube de uma tradução da língua castelhana direto do áudio original e afirmam que não bate com algumas citações do livro, ou seja, coisas que estão escritas no livro e que não existem no áudio original de 1960. Gostaria de saber se o irmão tem conhecimento disto e gostaria de sua ajuda neste sentido. Segue-se a conversa de um desses que questiona a autenticidade do livro, e muito obrigado por sua preciosa atenção, sou grato por isso, Deus te abençoe ricamente, amém.

Veja o que ele disse e o link que sustenta tal pensamento:

No áudio original do Ir. Branham pregando as sete Eras, no ano de 1960, ele não fala muita coisa que foi acrescentada pelo Dr. Lee neste Livro, "Uma Exposição das Sete Eras". E como deixou bem claro o Profeta: Qualquer dúvida sobre determinado assunto, ponha "as fitas". Ao consultar "as fitas", ou seja, a gravação, você perceberá o que realmente o Ir. Branham falou e o que ele não falou!

RESPOSTA

O irmão Branham certamente acrescentou informações além das que ele pregou em sua série gravada em 1960 sobre as Eras da Igreja, embora esse não fosse o seu pensamento inicial. Tudo que ele queria a princípio era que alguém lhe ajudasse a transcrever o tema sobre as Eras na forma de livro exatamente da maneira como fora pregado. O irmão Vayle teve acesso ao manuscrito do livro das Eras da Igreja por meio da irmã Anna Jeanne Price, que foi quem primeiro o profeta havia procurado para auxiliá-lo nesse trabalho.

Lee Vayle se Oferece Para Ajudar o Irmão Branham

O irmão Lee Vayle nos conta sobre como o manuscrito do livro das Eras da Igreja do irmão Branham chegou às suas mãos:

De 1962 a 1965, nós estávamos muito próximos, e nós tivemos um tempo muito bom juntos. E naquele momento em particular, o livro “Uma Exposição das Sete Eras da Igreja” não pôde ser escrito por Anna Jean Moore porque ela disse: “Irmão Branham, eu tenho que recriar todo este livro. Eu não conheço doutrina. Isso não é material para um livro do jeito que ele está. Eu não posso fazer isso”. E ele ficou muito ferido. Mas o irmão Branham nunca gostava de mostrar a sua dor. Olhe, somos todos da mesma maneira. Ele é humano, nós somos humanos. “Oh”, ele disse, “de qualquer maneira eu não sei se eu realmente desejo que isso seja feito”. Ele disse: “Vamos simplesmente deixá-lo de lado”. Então Anna Jean veio, e ela disse: “Olhe Lee. Você tem estado em torno do irmão Branham e eu sei como você prega. E você está na doutrina com ele. Você conhece a doutrina. Você não poderia levar isso e trabalhar com o irmão Branham?”. Eu disse: “Tudo bem, me dê o manuscrito”. Então eu fui até o irmão Branham. Eu disse: “Olhe irmão Branham, Anna Jean me deu isso. Agora, se você gostaria que o livro começasse, vou tentar recriá-lo. Vou lê-lo e vou tentar colocá-lo em uma linguagem da maneira que você quiser e faça você o que quiser com ele”. Mas a essa altura eu já tinha ido para os Selos. Então eu li o material e eu disse: “Certo irmão Branham, eu acho que eu posso fazer isso”. Ele disse: “Lee, você faria isso? Vá em frente”. E eu disse: “Olhe. Eu vou ter que chamar você para ajudar”. “Oh”, ele disse, “tudo bem”. Então de qualquer maneira eu comecei o livro.
Relembrando (13/04/1986) §§ 126-127

William Branham Aceita as Sugestões de Lee Vayle

Ao examinar mais cuidadosamente o manuscrito que o irmão Branham havia escrito, Lee Vayle percebeu que havia muitos temas doutrinários que poderiam ser assimilados com maior exatidão se informações mais abrangentes pudessem ser acrescentadas para uma melhor compreensão, principalmente por parte daqueles que ainda não conheciam o seu ministério e também para as futuras gerações. Todas as informações a mais que foram acrescentadas ao livro pelo irmão Branham foi devido às sugestões feitas pelo próprio irmão Lee Vayle, que lhe disse que seria muito bom se ele aproveitasse a ocasião em que estava disposto a escrever um livro, para também acrescentar mais detalhes sobre certos temas doutrinais nele apresentados. Aqui está uma parte de seu testemunho onde ele menciona isso:

A coisa principal com que eu pude ajudar o irmão Branham foi com a escrita de seu livro “Uma Exposição das Sete Eras da Igreja”. Anna Jeanne Price, a quem ele primeiro se aproximou para fazer a edição, disse-lhe muito simplesmente que ela não conhecia a doutrina bem o suficiente para fazer a transcrição para um livro. Quando ele deu a transcrição para mim eu o li, e lhe disse: “Irmão Branham, temos que colocar uma porção de doutrina aqui porque quando você menciona a semente da serpente, quem no mundo saberá do que você está falando? Quando você menciona predestinação, quantas pessoas têm as suas próprias ideias sobre isto?”. Ele disse que parecia bom para ele, e assim é como o trabalho começou. Se qualquer coisa que surgisse fosse doutrinal, nós conversávamos sobre isso até que estivesse da maneira que ele desejava que isso fosse dito.
O Testemunho de Lee Vayle


Desde então o irmão Vayle passou a trabalhar junto com o profeta na edição do seu livro, onde o irmão Vayle procurava cooperar ao máximo seguindo a todas as orientações que o irmão Branham lhe dava. No artigo que nós publicamos e que foi mencionado pelo irmão que nos escreveu, há um comentário do próprio irmão Billy Paul onde ele resume em poucas palavras esse intercâmbio entre Branham e Vayle:

Querido Ir. Fussell,
“Eu lhe agradeço por sua carta sincera para mim sobre o livro das Eras da Igreja, e eu a respondi para você no melhor de meu conhecimento, e eu sei que perguntas tem sido levantadas sobre isto, mas papai disse que o livro das Eras da Igreja estava correto. O ir. Vayle ajudou a escrevê-lo, mas todo ele foi feito como papai contou-lhe a informação etc.”.

Veja que o trabalho de Lee Vayle não se limitou somente no acerto gramatical das palavras de William Branham, mas também de transcrever todas as informações obtidas acerca daquilo que deveria ser publicado. Após receber do irmão Branham as devidas informações, Lee Vayle então esboçava todo o conteúdo necessário que depois passava por uma análise criteriosa feita pelo próprio profeta.

Não Existem Pensamentos Pessoais de Lee Vayle no Livro das Eras

Porém o irmão Vayle também irá nos dizer de que nada do que foi escrito por ele no livro das Eras era um produto mental seu. Não existe nenhum pensamento pessoal do irmão Lee Vayle escrito neste livro. Todo o seu conteúdo foi de inteira responsabilidade do irmão Branham e de ninguém mais, porque não era a doutrina de Lee Vayle que estava sendo defendida naquele livro, mas unicamente de William Branham

Eles tentaram – eles tentaram dizer que Lee Vayle escreveu o livro das Eras da Igreja. Eu nunca escrevi o livro. O irmão Branham queria que eu o escrevesse. Eu não faria isto. Ele disse: “Você pode por o seu nome nele e por todos os seus diplomas”. Eu disse que eu não tenho nenhum, exceto o de “bom, mal, bom, malvado, mal, pior e pior”. Por quê? Porque não era a minha teologia. Eu não sabia sobre o Livro da Vida do Cordeiro; eu não sabia sobre o verdadeiro batismo do Espírito Santo; eu não sabia sobre um Arrebatamento adequado; eu não sabia sobre os selos e estas coisas. Como que eu poderia então por o meu nome a um livro? Essa era a sua doutrina, não a minha. Nunca tive nada a ver com a doutrina. Eu nunca compreendi a semente da serpente. Eu sabia que ela existia porque eu havia lido um pouco do resumo aqui e ali, mas eu não tinha a ideia de como que tinha que ser a semente da serpente, que tinha que haver uma semente genuína. Não é minha doutrina mais do que nada.

Perguntas e Respostas Nº. 3 (2/08/1992) § 89

Um Longo Trabalho Tem Início

Segundo o testemunho do irmão Lee Vayle, baseado em vários outros sermões que temos traduzidos onde ele menciona o episódio do livro das Eras, o irmão Branham pediu para que Lee Vayle ouvisse outras fitas já gravadas do mesmo período para ver o que mais poderia ser acrescentado. Lee também precisou estar presente no maior número de cultos possíveis para sempre tomar notas de qualquer coisa que ele ouvisse e que também deveria ser acrescentada ao livro.

Lee Vayle escrevia as suas notas e as elaborava usando as palavras do irmão Branham, mas de maneira mais articulada para que pudessem ser de fácil compreensão ao lê-las. Reuniões, encontros e intermináveis ligações telefônicas foram realizadas entre os dois para discutirem nos mínimos detalhes sobre como cada palavra e ideia deveriam ser apresentadas. Lee escrevia as sentenças e depois que o irmão Branham as revisava fazia comentários do tipo: “Isso está bom Lee, vamos colocar isso no livro”. Onde havia pontos que deveriam ser modificados ou acrescentados, ambos então conversavam e decidiam juntos sobre o que exatamente deveria ser escrito.

O irmão Branham também deu liberdade para que Lee Vayle fizesse suas próprias pesquisas pessoais a fim de obter novos subsídios para o manuscrito, relacionado aos diferentes temas específicos que seriam abordados:

Então, quando eu decidi ajudá-lo a escrever o livro A Era da Igreja, o qual eu fiquei muito feliz em fazer, ele queria que eu pesquisasse por coisas. Então eu passei por todos os volumes; eu tinha o meu Dr. James Wise, e dei a ele uma cópia também, e eu comecei a pesquisar em revistas sobre isto e aquilo e logo eu já sabia mais sobre o assunto na sua superfície do que eu acho que ele sabia – por baixo ele sabia muito mais – e comecei a escrever sobre o assunto. E quanto mais eu escrevia, mais eu entendia que isso é exatamente o que tinha que ser. E não havia nenhuma palavra fora de continuidade.
O Corpo do Senhor (4/09/1983) § 105

Não Existe Nenhum Plágio no Livro das Eras

O irmão Branham incumbiu Lee Vayle de fazer bastantes pesquisas em livros históricos, uma vez que uma parte das Eras tinha a ver com a época em que cada era da igreja se passava. Lee disse que não somente fazia suas pesquisas particulares como também compartilhava com o profeta outros livros de história que ele mesmo possuía para saber se havia alguma informação que o profeta se interessasse e que poderia ser inserida no livro. Vários livros similares sobre as eras da igreja já haviam sido escritos até aqueles dias, porém mesmo assim o irmão Branham fez questão de fazer suas pesquisas pessoais para saber até que ponto ele poderia estar seguro em citar as mesmas informações históricas que os demais autores já haviam publicado. Dessa forma, onde o irmão Branham achou necessário fazer modificações ele as fazia, porém onde ele pensava que tudo estava bem, ele simplesmente conservava, o que isenta William Branham e Lee Vayle de qualquer falsa acusação de que eles tivessem cometido algum tipo de plágio por terem optado em dizer as mesmas coisas que outros autores disseram e que resultou estarem corretas.

Mas além da pesquisa histórica havia ainda a parte mais importante do livro que era a parte doutrinal e que era de inteira responsabilidade do profeta e de ninguém mais. Após discutirem os temas, Lee elaborava as sentenças que deveriam ser publicadas. Após o exame do irmão Branham, essas sentenças eram então inseridas no livro após a sua aprovação.

Pontos Doutrinários Difíceis

O irmão Vayle conta que o irmão Branham começou a ler mais intensamente a partir de 1958 incentivado pelo próprio irmão Lee. Quando o irmão Vayle foi escrever sobre o batismo do Espírito Santo ele precisou conversar com o irmão Branham por 4 horas e meia para poder compreender a sua doutrina, porque Vayle entendia sobre o batismo da maneira pentecostal, enquanto o irmão Branham ensinava que o batismo do Espírito Santo e o novo nascimento eram a mesma coisa. Além desse tema, houve ainda vários outros dos quais o irmão Vayle necessitou de bastante tempo para desenvolvê-los como o livro da Vida do Cordeiro e o novo nome:

Agora, o próximo grande teste foi de onze dias com “O Livro da Vida do Cordeiro”. Aquele pouquinho que você vê nas Sete Eras da Igreja levou-me o tempo todo que eu pude conseguir com o Reverendo William Branham. Onze dias. E ainda que eu escrevi muito pouco. E depois eu fui para o novo nome. O que você vê ali é tudo o que ele me disse. Eu o escrevi. Ele disse: “Muito bom Lee. É exatamente isso”.
Relembrando (13/04/1986) § 137

Apenas Um Exemplo

Para explicitar então ainda mais sobre como foi escrito cada porção do livro das Eras da Igreja, pensamos que seria bom tomarmos essa passagem do livro onde foi mencionado o novo nome como um exemplo. Lee Vayle disse que foi ele mesmo quem escreveu aquela parte do livro onde esse tema foi mencionado. O trecho a que ele se refere encontra-se na página 285:

“E escreverei sobre ele Meu NOVO Nome.” Meu Novo Nome. Quando TUDO se tornar novo, então Ele tomará sobre Si um novo Nome e esse Nome será também o Nome da noiva. Que Nome é esse, ninguém se atreve conjecturar. Teria que ser uma revelação do Espírito dada tão conclusivamente que ninguém se atreveria negá-la. Mas sem dúvida Ele deixará essa revelação para o dia em que Ele desejar divulgar esse Nome. É suficiente saber que será muito mais maravilhoso do que poderíamos chegar a imaginar.

Aqui o irmão Lee Vayle dá o seu testemunho sobre qual foi a conversa que ambos tiveram sobre o tema do novo nome, e o parecer que o profeta lhe deu sobre a maneira como Lee soube expressar em poucas palavras tudo o que ele ouviu.

E Deus não dá o Seu nome simplesmente a ninguém. Não, meu irmão e irmã. Você deve ter cuidado com esta parte. Há coisas como um “novo nome” indo por aí agora. Eu não poderia pegar a cabeça ou a cauda do que o sujeito estava dizendo. Ele mesmo não sabe, mas ele está conseguindo convencer algumas pessoas. Você se engana com isso, eu lhe digo, você está em terreno perigoso. Estou aqui como uma autoridade sobre isso. É melhor você acreditar. Você pode crer em quem você desejar. Se fizer isso, saia daqui. E é melhor você acreditar em mim. Eu escrevi o livro para o irmão Branham.
Eu disse: “Ir. Branham, eu não contei nada para eles”.
Ele disse: “Você disse-lhes apenas o suficiente”.
Eu disse: “Não, eu não contei nada para eles”.
Ele disse: “Se você lhes disser menos, eles nem sequer sabem sobre isso. SE VOCÊ LHES DISSER ALGO MAIS ELES CORRERÃO E FICARÃO FANÁTICOS”.
Você ouviu o que eu disse? Você ouviu o que eu disse? Alguns de vocês não estão balançando sua cabeça. Você não dá a mínima. Eu não dou a mínima a você também. (...) Eu estou dizendo a você sobre o “novo nome”, para que você seja cuidadoso. (...) Ele me falou sobre o “novo nome”. Ele disse: “Não. Isso é tudo o que era, (Ele disse) Revelado sob os Trovões, isso é tudo que há quanto a isso”.

Conforme vimos neste pequeno exemplo, após ter coletado com o profeta as informações sobre aquilo que deveria ser publicado acerca de um determinado tema, o irmão Lee Vayle então preparava o texto para em seguida ser analisado pelo irmão Branham. Se depois ele achasse necessário acrescentar ainda mais alguma coisa, isso era mencionado; do contrário, mantinha tudo exatamente como o irmão Vayle havia escrito. Cada porção do livro das eras foi elaborada dessa maneira.

Uma Troca Mútua

Ao mesmo tempo em que o irmão Vayle escrevia para o profeta o livro das Eras da Igreja, ele também estava escrevendo o seu próprio livro de sua autoria, intitulado “O Profeta do Século Vinte”. Em diversas ocasiões o irmão Vayle também pedia sugestões para o irmão Branham sobre o que ele poderia mencionar em seu livro. Em uma certa ocasião, o irmão Vayle enviou ao profeta uma cópia do manuscrito do seu livro para ser analisado. Junto com o seu manuscrito havia também uma carta com algumas perguntas que necessitavam ser respondidas. Ao invés de escrever para o irmão Lee Vayle todas suas respostas e sugestões feitas ao livro, o irmão Branham decidiu gravá-las em uma fita particular onde ele passava todas aquelas informações que ele considerava importante. Essa gravação ficou conhecida como “Carta-Áudio Para Lee Vayle”. Após ter feito várias sugestões ao livro, o irmão Branham recomenda na gravação para que caso o irmão Lee aprovasse tais sugestões e decidisse inseri-las em seu livro, que apresentasse como se fossem ideias e pensamentos próprios seus, e não do irmão Branham.

Agora – agora, olhe Lee. Qualquer destas coisas que eu tenho inserido aqui... Achamos que o livro é maravilhoso. Deste modo se – se isto não convir em, você achar que isto seria impróprio para um homem lê-lo desta maneira que eu havia fixado aqui, então omite-o. Este é o seu livro e eu quero que você o escreva. Esta é a sua opinião ao estar nas reuniões e – e o que você tem visto, e pelas fitas que você tem ouvido, e assim por diante (...) Agora – agora lembre-se, destrua esta fita. Apague-a ou envie-a de volta a mim. Vê? Agora, eu não... Estou falando a você somente algumas coisas que eu – que você pode extrair para sua conclusão. Vê? Agora, você pode dizer algo como isso. Embora, como todos os profetas em todas as eras... Veja, o que eu estou confessando a você, Lee, é para você saber o que eu entendo e que você entenda esta posição. Porém eu não posso dizê-lo às pessoas. Vê? E agora, você pode dispor disto se você quiser fazer uso. Utilize isto como você próprio falando.

E assim foi feito. Muitas porções do livro de Lee Vayle possuem pensamentos próprios do profeta, mas Vayle apresenta-os como se fossem seus. No livro das Eras houve algo mais ou menos parecido com isso, onde Lee teve a liberdade de elaborar as suas próprias sentenças se passando pelo seu autor. Tudo isso só foi possível porque o irmão Branham possuía uma inteira confiança no ministério de Lee Vayle que sabia transcrever exatamente o que lhe fora dito.

Não Existem Palavras de Lee Vayle na Boca de William Branham

Porém em momento algum Lee Vayle colocou as suas próprias palavras ou ideias na boca de William Branham, no sentido de fazer o profeta dizer no livro das Eras os pensamentos pessoais de Lee Vayle, pois cada ideia ou pensamento exposto foi escrito exatamente como o profeta lhe havia sugerido. Embora o irmão Lee tivesse se passado pelo irmão Branham usando porém uma linguagem requintada (muito diferente daquela que o profeta usava) a fim de tornar a leitura do texto mais aprazível, cada ideia ou sentença estava ali por recomendação do próprio irmão Branham. Muitos por não terem compreendido isso claramente, passaram a propalar a falsa ideia de que Lee tivesse colocado os seus próprios pensamentos no livro.

Agora, eles têm feito eu colocar palavras na boca do irmão Branham, mas eu não coloquei. Eu não sei quem mentiu sobre isso, mas eu posso lhe dizer exatamente o que eles disseram, e eles mentiram, porque eu não fiz isso. Eles não conhecem o idioma inglês e eu conheço. Eles não conhecem a Palavra, mas eu conheço... Eu sei exatamente o que foi dito e por que foi dito.
Quem é Este Melquisedeque? Nº. 12 (11/09/1988) § 85

Cada Parte do Livro das Eras Foi Revisada Pelo Irmão Branham

Alguns chegaram também a sugerir que o irmão Branham não havia examinado o livro quando da sua conclusão, mas com base no testemunho da irmã Rebekah Branham, Billy Paul e do próprio irmão Vayle, o irmão Branham teve o cuidado de examinar cada parte do livro, chegando às vezes a demorar um mês inteiro para analisar apenas um único capítulo.

Há aqueles que pensam que o livro não foi examinado pelo irmão Branham. Ele teve o terceiro capítulo por 30 dias inteiros e chorou. Ele estava animado com esse livro.
Relembrando (13/04/1986) § 138



A Predição Sobre o Ano de 1977

O irmão Vayle também explicou que a passagem do livro onde é mencionado uma predição para o ano de 1977, onde o irmão Branham diz que esperava que nesse ano todas as visões que lhe foram dadas em 1933 se cumprissem, estava baseado nas palavras do próprio irmão Branham, sem se tratar de um “Assim Diz o Senhor”, mas apenas de uma opinião pessoal que não se confirmou. Essa passagem havia sido escrita pelo irmão Lee baseado em vários outros sermões onde o irmão Branham mencionava isso. Como mais uma prova de que o irmão Branham havia de fato examinado cada porção do livro, o irmão Vayle disse que o profeta leu as anotações que ele havia feito sobre a sua predição para o ano de 1977 e que não viu nenhum problema em deixá-las da maneira como foram escritas, simplesmente por ter ficado bem claro de que não se tratava de uma profecia.

1977 é muito fácil de entender porque o irmão Branham disse: “Eu estou predizendo”. Onde as pessoas interpretaram mal o Livro das Eras da Igreja... E eu não – eu – e eu não posso – eu não os culpo... Tudo bem, o livro – o livro das Eras da Igreja diz: “Não estou profetizando, eu estou predizendo”. Ou seja, isso não é o ASSIM DIZ O SENHOR, isso está para ser. Mas de acordo com a extensão do tempo isso é empregado para estas visões e tudo, e as palavras estão ali por divina revelação. Agora, a questão é: se ele não está profetizando, a divina revelação não está dentro da profecia. Qual foi a divina revelação? As sete visões. Então isso jogou algumas pessoas em um laço. Eu não estou triste. Eu sabia o que eu escrevi e exatamente porque eu escrevi isto. E o irmão Branham leu isto. E ele sabia disso.
Perguntas e Respostas Nº. 2 (29/09/1991) §§ 100-101

Muitos Leem os Seus Próprios Pensamentos no Livro

Se alguém não está totalmente familiarizado com a doutrina de William Branham, ao ler o seu livro poderia correr o risco de duvidar do seu conteúdo ao ponto de pensar que aquilo que estivesse lendo não fosse um ensino seu precisamente, mas de Lee Vayle. Por mais inacreditável que possa parecer, isso já aconteceu. Porém um dos problemas mais comuns para um grande número de leitores do livro das Eras é de que muitos tiram suas próprias conclusões acerca do que leram, e justamente pela falta de informação, eles acabam fazendo deduções incorretas e que não refletem o real pensamento do autor. Mas mais uma vez o irmão Vayle irá nos dizer que tudo que ele escreveu foram os pensamentos e ensinos de William Branham e de mais ninguém, baseado em uma vasta pesquisa em suas fitas e livros e também de várias entrevistas e conversas que ambos tiveram, tratando sobre a doutrina.

Quando o livro saiu, Becky disse a seu pai:
“Papai, uma pessoa pode ir para o céu sem nascer de novo?”.
Ele disse: “Não. Quem disse isso?”.
Ela disse: “Lee Vayle, no livro ‘As Eras da Igreja’.”
Lee Vayle nunca disse isso no livro “As Eras da Igreja”. Becky Branham leu o seu próprio pensamento no livro “As Eras da Igreja”. E eu vou dizer-lhe esta manhã: há pessoas sentadas aqui que podem estar lendo os seus próprios pensamentos no livro. Tive pessoas que fizeram isso debaixo do meu nariz, ao citar o livro para mim. Eu escrevi o livro! Eu sei o que o livro diz, e por que ele o diz! Eu sei o que está dentro dele. Eu tratei de muitas coisas com o profeta, pesquisei o que ele queria que eu pesquisasse... Eu simplesmente li os manuscritos antigos e consegui o que mais eu pudesse reunir deles.
Relembrando (13/04/1986) §§ 138

Ele Sabia Que Estava Para Partir

Outro motivo de o livro das Eras da Igreja possuir informações adicionais ao que foi pregado em 1960, foi porque o irmão Branham se convenceu de que boa parte do que ele havia pregado em sua série sobre os Sete Selos em março de 1963 também deveria ser incluído no livro devido a sua riqueza doutrinal. Porém o irmão Branham possuía uma certa dificuldade para conseguir reunir duas séries de temas diferentes em um mesmo livro sem criar uma desarmonia entre elas. Então o irmão Branham pediu para que o irmão Vayle fizesse um esforço adicional analisando cada um dos sermões a fim de tomar notas sobre os Selos e ver o que poderia ser mencionado acerca deles no livro. Porém perto do livro ser concluído no ano de 1965, o irmão Branham cobrava esse trabalho do irmão Vayle com uma insistência e pressa pouco comum, como se sentisse que lhe restaria pouco tempo para fazê-lo. A grande verdade é de que o irmão Branham sabia que o seu ministério na terra já havia encerrado e ele pensava que se pelo menos concluísse o seu livro pouco antes de partir, sua missão já estaria completada. Alguns dias depois de o livro das Eras ter sido publicado o irmão Branham faleceu.

Eu nunca escrevi o livro até que ele entrou nos Selos. E é por essa razão que você encontra tanto sobre os Selos no livro As Eras da Igreja. Você nunca poderia escrever o livro a partir de um ponto de vista doutrinário, a menos que você colocasse nele o que estava nos Selos... Em julho do mesmo ano, quando o livro foi feito, ele me pediu para ir para os Selos. E eu não sabia na época por que ele estava tão nervoso, e por isso que ele queria isso acabado. Ele estaria morto no outono. Ele sabia o que eu não sabia.
Relembrando (13/04/1986) §§ 139, 141

Conclusão

Portanto com base em tudo que abordamos aqui, podemos assegurar ao leitor de que embora a edição do livro das Eras da igreja tenha passado pelas mãos de Lee Vayle, somente William Branham é o seu verdadeiro e único autor, e de que todo o seu conteúdo, o qual foi exaustivamente revisado por ele, expressa com exatidão tudo o que ele nos propôs transmitir.

Sem dúvida esse livro tem sido de grandes bênçãos para a Noiva de Cristo, e embora Satanás tenha usado homens para aviltar o trabalho de William Branham, nada pode ser feito para diminuir a importância que esse livro representa para nós, pois como o próprio irmão Branham disse em sua introdução: “Esse livro é uma mensagem de meu coração para o coração das pessoas”. E hoje podemos dizer com segurança de que os nossos corações não somente são gratos, mas rejubilam por tão grandiosa mensagem.

Diógenes Dornelles



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